Data: 30 . Setembro . 2007
Sorrisos trocados.
Vidas injustas.
Lágrimas perdidas.
Sentimentos enganados.
Amores destruidos.
Palavras desaparecidas.
Inocências terminadas.
Explicações por dar.
Problemas por resolver.
Questões por exclarecer.
Injustiças cometidas.
Talvez tudo seja simples. Talvez tudo seja complicado. Quem sabe?
Ontem confiava. Hoje desconfio. Amanhã? Não sei.
E sonhei.
E chorei.
E pensei.
E ao concluir, sorri.
domingo, 30 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Frase, A Máscara.
Título: Frase, A Máscara.
Data: 28 . Setembro . 2007
Mantenho a máscara, para ninguém se aperceber das lágrimas e das marcas que este mundo me faz.
Data: 28 . Setembro . 2007
Mantenho a máscara, para ninguém se aperceber das lágrimas e das marcas que este mundo me faz.
A Pedra
Título: A Pedra.
Data: 28 . Setembro . 2007
Momentos cravados na pedra. Alegrias que já morreram ficaram marcadas na pedra. As tristezas foram o que mais ficou vincado na pedra. A pedra chorou, gritou, falou, sorriu, odiou, detestou, perdoou e viveu. Todas as mágoas ficaram marcadas na pedra. Que pedra é essa? Não percebeste? É por que não dás valor á tua pedra.
Data: 28 . Setembro . 2007
Momentos cravados na pedra. Alegrias que já morreram ficaram marcadas na pedra. As tristezas foram o que mais ficou vincado na pedra. A pedra chorou, gritou, falou, sorriu, odiou, detestou, perdoou e viveu. Todas as mágoas ficaram marcadas na pedra. Que pedra é essa? Não percebeste? É por que não dás valor á tua pedra.
domingo, 16 de setembro de 2007
O Antes e o Depois.
Antes.
Data: 08 . Julho . 2006
Data: 08 . Julho . 2006
Esperando que tudo se resolva,
Esperando que a chuva passe,
Esperando que o tempo pare,
Esperando que o Sol ilumine o céu,
Esperando que a Lua fique iluminada,
Esperando que as estrelas se tornem em pequenos desejos concretizados,
Esperando que acabem com as confusões,
Esperando que Alguém seja feliz,
Esperando o Sol se deitar,
Esperando ouvir a Lua dizer "Tem calma, tudo se resolve.",
Esperando arranjar forças para continuar com a "guerra",
Esperando que o tempo passe rápido,
Esperando que o Amor vença,
Esperando que o Ódio morra,
Esperando que o Orgulho torne as pessoas felizes,
Esperando que a Curiosidade não mate ninguém,
Esperando que consiga ser mais feliz,
Esperando que ponha o Medo de lado,
Esperando e nada mais.
Depois.
Data: 16 . Setembro . 2007
Na espera que tudo se resolva. Na espera que a chuva passe. Na espera que o tempo acabe. Na espera que o céu seja iluminado pelo sol. Na espera que a lua acorde. Na espera dos desejos realizados. Na espera da calma. Na espera que alguém alcance a felicidade. Na espera que o sol adormeça. Na espera de ouvir a lua dizer que tudo se resolve. Na espera dolorosa pelas forças que um dia se perderam. Na espera que o tempo passe rápido. Na espera que o ódio acabe, e que o amor permaneça. Na espera que o orgulho durma. Na espera de uma curiosidade saudável. Na espera da felicidade. Na espera de conseguir pôr o medo de lado. Na espera e nada mais. Mas, não posso ficar na espera. Não é na espera que alcançarei a felicidade. Só alcançarei a felicidade se for em busca dela. Talvez me canse de esperar e vá à sua procura.
sábado, 15 de setembro de 2007
Uma lágrima nunca, cai em vão.
Data: 15 . Setembro . 2007
É possível que aquelas palavras, não sejam verdadeiras. É possível que aqueles sentimentos, não sejam puros. É possível que ainda venere, quem deveria odiar. É, bem, possível que os maus momentos tenham sido substituídos pelos bons. É possível. Talvez, certas palavras não contenham todo o sentimento. Talvez, certos actos não sejam os correctos. Talvez, o sorriso ande disfarçado. A lágrima, nem sempre quer cair. Mas, cai. Cai, por que sente essa necessidade. Cai, por que precisa. Cai, por que quer que se lembrem dela. Cai, por que gosta. Cai, por que sabe que ao cair, sente-se a presença dela. E para ela, isso é tudo. Para uma lágrima ser carregada em sentimento, não é preciso que nos doa o coração. Basta, senti-la, como merece. Basta, deixa-la cair. Basta, simplesmente, acreditar que aquele foi o melhor momento para ela cair. Muitos, não acreditam numa lágrima, que caia por livre vontade, num determinado momento. Eu acredito. Acredito, que quando uma lágrima cai... cai, por que tem de ser. Acredito, que ver uma lágrima cair, sem motivo aparente, é de se louvar. Uma lágrima, nunca cai em vão. Uma lágrima, pode ter imensos significados. Pode significar, tristeza, alegria. Ou apenas, um sentimento calado. Imensos são os significados, para uma lágrima. É possível que da próxima vez que cair uma lágrima, fique contente.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Simplesmente, abatida.
Data: 13 . Setembro . 2007
Hoje, sentindo-me triste, ou talvez, simplesmente, abatida. Relembrando episódios, menos bons. Acrescentando, talvez, uma falta, exagerada, de alento. Quando nem tudo corre da melhor maneira, o sorriso parece querer tirar férias. Talvez, fosse essa a menor solução - tirar férias -, mas como se dá férias a algo, que permanentemente, anda desaparecido?
Hoje, sentindo-me triste, ou talvez, simplesmente, abatida. Relembrando episódios, menos bons. Acrescentando, talvez, uma falta, exagerada, de alento. Quando nem tudo corre da melhor maneira, o sorriso parece querer tirar férias. Talvez, fosse essa a menor solução - tirar férias -, mas como se dá férias a algo, que permanentemente, anda desaparecido?
Época De Perguntas.
Data: 12 . Setembro . 2007
Quem sabe perdoar? Quem sabe pedir perdão? Quem sabe a diferença entre uma coisa e outra?
domingo, 9 de setembro de 2007
O Tempo. A Vida. O Sorriso.
Data: 09 . Setembro . 2007
Por muito que queira que o tempo passe, ele não o faz. Por muito que queira que o tempo pare, ele continua e avança rapidamente. O tempo é inconstante. A própria vida é inconstante. O meu sorriso, costumava ser uma constante. Mas, com alguns acontecimentos, tornou-se escasso e por vezes magoa a sua ausência. Fizeram com que ele desaparecesse. Tornaram-me numa pessoa fria, triste e sem sorriso. Porém, fui superior a tudo. Ultrapassei as maiores 'guerras interiores'. Aguentei as maiores dores. E, hoje vivo. Hoje, o meu sorriso, está presente. Hoje, não importa as diferentes maneiras do tempo. O tempo, a vida, o sorriso, serão apenas coisas inconstantes? Talvez.
sábado, 8 de setembro de 2007
Escondida
Data: 08 . Setembro . 2007
Escondida por detrás da máscara. E agora? Tiro-a ou deixo ficar? Não sei. Tenho medo. Medo de regressar ao passado. Medo de enfrentar os medos. Medo de seguir em frente. Medo de demonstrar o que sinto. Medo de perder alguém. Medo de ficar agarrada ao passado. Tenho medo, nada mais.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
A Calma.
Data: 06 . Setembro . 2007
Hoje, a calma tentou acordar, sem sucesso. Quero calma. Quero que a calma acorde. Quero que a calma me ajude. Quero que a calma, se apodere de mim. Quero que a calma, me sufoque. Quero que a calma, substitua todos os sentimentos ruins. Quero que a calma me fortaleça. Quero que a calma me transforme numa pessoa sem receios. Quero que a calma, afaste tudo aquilo que me faz sentir agitada. Quero que a calma arranque sem pudor o desespero. Quero calma. Calma. Calma. Quero me sentir calma. Quero tranquilidade. Quero calmaria. Quero bonança. Quero seneridade. Quero ter calma para enfrentar os espinhos. Quero ter calma para escrever até cansar. Quero ter calma para ultrapassar os problemas. Quero ter calma para ouvir e ser ouvida. Quero ter calma. Quero sentir a calma a entrar devagar. Quero sentir a calma em cada palavra. Quero sentir a calma. Quero ter e sentir a calma, que nunca tive. Quero-a. Quero-a e nada mais. Quero que ela me pertença. Quero que ela me preencha. Quero que ela me segure. Quero que ela me proteja. Calma, protege-me. Tenho medo. Medo de perder algo que nunca tive. Medo. Após um grito, ouve-se uma voz serena a dizer, 'Tenho medo de te perder, Calma.'. Calma, todos precisam, mas poucos a têm. Só que a consegue e quem a merecem a tem. Talvez a Calma seja algo inalcansável. Desejo a calma. Quero-a. Calma, calma, calma. Entra em mim, calma. Leva-me, e completa-me com Alento. Encoraja-me calmamente. Calma, entra mim, devagar...
terça-feira, 4 de setembro de 2007
A dor, persiste.'
Data: 01 . Setembro . 2007
Odeio tudo aquilo que me faz mal. Odeio as minhas lamentações, ignoradas. Odeio a verdade enganada. Odeio a saudade que me corrói a alma. Odeio os sentimentos maus. Odeio tudo o que me magoa. A mágoa dói. A dor, persiste. A saudade, tem um sabor amargo. A paixão, acaba. A dor, aumenta cada vez mais, quando o ar sai. A dor. Maldita, dor. Dor, que me mata. Mata-me, sem dó. Mata-me, sem pudor. Mata-me, sem medo. Mata-me. Não a consigo suportar. Não consigo. Quero pedir ajuda, mas ela roubou-me a voz. Quero fugir, mas ela tirou-me as forças. Quero acabar com esta guerra. Mas, como? Não sei. Esta dor, que sinto aqui, mata-me. Dói demasiado. A dor é tanta que choro. Choro, com medo de não viver. Choro, com medo de não acordar amanhã. Choro, com medo de perder tudo o construí até hoje. Choro, por que dói. Dói, não sei porquê.'
Idade da inocência, Alento, Vontade, Amizade. Talvez, nem tudo importe.
Data: 30 . Agosto . 2007
A idade da inocência, já terminou há muito. O alento que nunca tive, reflecte-se em cada gesto. A vontade, enfraquecida, morre a cada palavra. A paixão, morta, reza para renascer. A idade da inocência, acabou depressa demais. E porquê? Terá sido a falta de alento, que fez com que essa fase passasse rapidamente? Talvez. Sim, pensado bem, parece ter sido essa uma das causas mais prováveis, para ter passado rápido. Terá valido a pena? Provavelmente, não. A vida ensina imensas coisas, ao longo da idade da inocência. Se ela passou rápido, terei aprendido tudo? Talvez, sim. Talvez, não. A vida, por vezes é-me tirada. Mas, luto por recuperá-la. A esperança é cruel. Sim, cruel. Cruel. Ruim. Abandona-me, quando mais preciso dela. O sorriso, outro traidor. Traidor. Quando ele faz falta, chama as lágrimas, e vai-se embora. O medo, volta repentinamente, e sem pudor. Detesto os maus sentimentos, porém fazem com que eles existam. Hoje, tenho amizades que valem mais que tudo. Quero, um pai. Mas, não o tenho. Mas há, que o substitua. Quero, um amor. Mas, não o desejo. Tenho amizades que não deixam sentir falta de amor. Choro, sim. Choro, e depois? Já tive vergonha das minhas lágrimas. Mas, hoje não tenho. E porquê? Por que, elas revelam os verdadeiros sentimentos, e as verdadeiras dores. Sinto a dor, que não é dor. É tristeza arquivada ao longo dos anos. Quero enfrentar as dores, o sofrimento, o medo. Mas, onde pára a vontade? Há certos detalhes, que não compreendo. Há certos detalhes, que me magoam. Há certos detalhes, que eu percebo. Dos quais tu nem farias ideia do que significava, que tentasses compreender. Quando vou lavar a cara, penso em como seria se tivesse outra maneira de pensar, outro rosto, outra vida. E chego há conclusão, que talvez não conhecesse as pessoas maravilhosas que conheço hoje. Talvez, não tivesse amizades que valem mais que tudo.
Vida injusta? Talvez.
Data: 25 . Agosto . 2007
Sinto a falta do Alento, que já não espero. Senti em tempos, a dor que me quebrava o coração. Sinto um enorme pesar, e não sei o porque. Oiço música, porém ignoro as tuas palavras. Reclamo, porém detesto as tuas lamentações. A chuva cai na face, porém não a molha. O vento deita as árvores ao chão, porém mantem a mais bonita, firme. A esperança adormece. A calma, foge. O ódio desperta. O orgulho, tenta vencer. JÁ, não importa o quanto me magoas. Já, não importa o mal que fazes. Já, não importa a paixão. Já, não importa a dor. Já, não importa o sofrimento. Já, não importa a falta de Alento. Importa, sim, a presença. Agora, importa como sentes a dor. Agora, importa como enfrentas os medos. Agora, importa como aturas a solidão. Agora, sei que a dor, não é dor. Agora, sei que a paixão, não é paixão, é encantamento. Agora, o verdadeiro amor não existe. Existe sim, amizade confundida. Os grandes amores assumidos, não passam de encantamento. Se os 'grandes amores', não passam de 'encantamento'... então, onde pára o amor? Hoje é a amizade que conta. Hoje não é o amor, o sentimento predominante. De onde nasceu o racismo? De onde nasceu o preconceito? De onde nasceu o ódio? De onde nasceu o orgulho doentio? Se vivemos numa sociedade, onde somos livres, porque existem escravos? Se somos todos boas pessoas no fundo, porque uns matam? Se dizem que somos todos irmãos, porque nos matamos uns aos outros? Porque dizem, 'Queremos paz!', se continuam com as guerras? Que raio de mentalidade é esta? 'Quero paz, mas a guerra continua!' Há coisas que nem merecem comentário. Eu não sou nem melhor nem pior, limito-me a pensar. Parece um pouco estupido, mas sei lá. Já não sei o que argumentar. Se o melhor do mundo são as crianças, porque as matam? Maldita Eva que tinha de comer o raio da maçã, se a apanho nem sei que lhe faço. Se dizem que a vida é boa, porque vejo mendigos nas ruas? Não percebo. Onde ficou a ajuda? Hoje já ninguém, pára para dar uma peça de fruta, a alguém que não come há dias? Acho que o que realmente importa é tenho olhos azuis, cabelo loiro e se tenho 1,80m. Será que o importa é o físico? Então, e o que somos realmente, não conta? Vida injusta até aos cabelos. Será que a sociedade vai mudar, um dia? Será que frases tipo, 'Quero paz, mas a guerra continua!', irão existir sempre? Talvez.
Há dias.
Data: 23 . Agosto . 2007
Há dias em que a vida não faz sentido. Há dias em que o coração dói. Há dias em que me sinto só. Há dias em que a esperança parece estar adormecida. Há dias em que chamo por ti, mas tu não ouves. Há dias em que te peço alento, e tu ignoras. Há dias em que grito, e tu nem presentes. Há dias em que o sangue corre, e tu nem sentes. Será que não percebes que preciso de ti? Não consigo acordar a calma. E agora?
E agora?
Data: 22 . Agosto . 2007
A chuva cai, sem cessar. O orgulho, acorda. O desespero, aparece. A calma, cansada, dorme. A vida, anseia que a calma desperte. O ódio, volta. A paixão, entrou em coma. A esperança, perdeu-se. E agora? Com o orgulho, o desespero e o ódio de volta. Como faço a vontade, aparecer?
Frase, Ás vezes.
Data: 21 . Agosto . 2007
Ás vezes, sinto-me triste. E, por vezes, preciso do teu abraço, mas tu não estás lá.
Nem sempre.
Data: 18 . Agosto . 2007
'Queimo as recordações. Desejo matar o passado. Vivo na esperança de viver com alento. A paixão morreu. A vontade acordou. A respiração, voltou. A alegria, tímida, quer voltar. O ar circula, com coragem. A chuva, começa a cessar. O vento, acalma-se. As palavras, ganham o poder de outrora. A força, aumenta a cada tombo. O desgosto, tenta aumentar o orgulho. A vida, nem sempre faz sentido. A dor, nem sempre dói. A coragem, nem sempre se mostra pronta. A bonança, nem sempre vem após a tempestade. A lágrima, nem sempre cai. O sangue, nem sempre corre. O amor, nem sempre acontece. As horas, nem sempre passam rápido. A culpa, nem sempre é verdadeira. Eu, nem sempre sou feliz. Nem sempre, estou triste. Mas, sou sempre eu. A amar ou odiar. A sorrir ou a chorar. A cair ou a levantar. Eu. Sempre eu.'
Quis, mas não pude.
Data: 17 . Agosto . 2007
Sinto a dor a apoderar-se do meu coração. Porquê? Sinto que algo se está a partir. Mas, o que será? Quero que esta dor me deixe em paz. Alguém me pode ajudar? Não. Por que, a dor é só minha. Eu é que a tenho de a exterminar. Ela não se deixa convencer facilmente. Ela está a conseguir matar-me. Não quero morrer. Sinto-me triste e cansada. Sinto-me desesperada. Quero pedir ajuda, porém a voz falta-me. Quero me levantar, mas a força ficou lá atrás. Quero pensar, mas tenho os pensamentos a mil á hora. Quis amar, mas o coração recusou-se. Quis perdoar, mas a consciência não deixou. Quis suportar a dor, mas a esperança faltou. Quis sorrir, mas o sorriso não chegou. Quis chorar, mas a lágrima não veio. Quis abraçar quem admiro, mas a desilusão não permitiu. Quis ignorar a falta de forças, mas a dor não deixou que isso acontecesse. Quis matar a minha sede, mas a água evaporou-se. Quis respirar, mas os pulmões fechara-se. Quis fazer tanta coisa, mas nenhuma foi possível. Roubaram-me alguma vontade de viver, mas não toda. Roubaram-me o sorriso, mas ele voltou. Vou viver. Vais me odiar por te enfrentar? Achas que me preocupo por isso. Não desejo mal a ninguém, mas também não te desejo o bem. Desiste. Não me vais derrubar.
O Sentimento, que mudou.
Data: 16 . Agosto . 2007
- Quando precisei de ti, onde estavas? - perguntou intrigada.
- Estive não sei onde. - respondeu, sem coragem.
- Quando chorei, onde estavas?
- Não sei.
- Quando caí, porque não me tentaste levantar?
- Acho que não pude.
- Achas? Não tens a certeza?
- Sim, não tenho a certeza. Julgo que estaria a perguntar-me se teria força para te enfrentar.
- Desculpa? Ausentaste-te por não saberes se tinhas forças para me enfrentar?
- Sim. Foi isso mesmo que aconteceu.
- Estás a gozar comigo?
- Não. Porque o dizes?
- Acho que parece obvio.
- Pois. Realmente também acho.
- Porque permitiste que te odiasse?
- Nem sei bem o porquê. Pressenti que seria melhor assim.
- Eu, estive no chão. Chorei dias inteiros. Senti aquela mão pesada a passar no meu corpo, e tu não estavas lá para me defender. Desejei morrer.
- Desculpa. Lamento imensamente muito. Eu nunca imaginei que pudesses ter sofrido tanto.
- Mas, sofri. E muito. E ninguém me acolheu em seu abraço. Ninguém.
- Sinto-me triste em ouvir essas duras e quase esquecidas palavras.
- Eu amei. Odiei. Chorei. Sorri, com o falso sorriso. Andei com falsas forças. Superei falsas esperanças. Abracei falsos amigos. Admirei quem me desiludiu. E agora, vens tu, para tentar remediar as coisas? Não, obrigado.
- Mas porque? Porque te fazes isto a ti própria? Porque me afastas? Porque? - Não sabendo mais que argumentar. Viu ela se desfazendo em lágrimas a cada pegunta. - Desculpa, mas tinha de perguntar.
- Porque prometem sempre, fazer coisas que sabem logo á partida que não podem cumprir com a promessa? - Respondeu, limpando a cara, para ele não perceber.
- Será que não percebem que me matam?
- Talvez não percebam.
- Então, porque TU o fazes?
- Eu?
- Sim. Prometeste-me Alento. E onde está? Onde? Diz-me! Quero saber.
- Não sei onde está.
- E a paixão que disseste que sentias, acabou? Diz. Responde!
- Não sei bem ao certo que o aconteceu. Acho que o desamor aconteceu.
- O desamor? Queres dizer que chegaste a amar-me? Não me gozes. Se me amasses, não te terias virado contra mim. Não me terias abandonado. Não deixarias a mão aproximar-se. Tu deixaste que a tristeza me matasse, por dentro. E nunca te perdoarei por isso.
- Tens a certeza do que estás a dizer? - Perguntou na esperança de ouvir uma resposta contraditória a tudo o que ouvira. - Tens?
- Tenho.
- Porque? - Desiludido com a resposta fria.
- Porque nunca perdoou quem me magoa a ponto, de me matar.
- Já não sei o que te responder.
- É claro que não sabes. Não tens coragem para o fazer. Tua mente tem vergonha de ti. - Ele tentou interromper, mas não conseguiu. - Eu própria, tenho vergonha de te conhecer. Metes-me nojo. NOJO. Nojo do que fizeste. Nojo do que representaste. Nojo, do que poderias vir a representar. Adorei-te, não te amei. Odeio-te! E agora, que vais fazer?
- Nada!?
- Já calculava. Eu esperava mais de ti. Desiludiste-me.
- Não. Não te vás embora. Não me deixes aqui, neste sítio, cheio de Almas. Ajuda-me. Não quero ficar aqui. Por favor. Peço-te. Imploro-te.
- Imploras?
- Sim.
- Lamento. Mas, tu é que quiseste este fim.
- Fim? Que fim? Diz-me! Não me abandones. Eu preciso de ti.
- O teu fim. Não te abandono? Precisas de mim? E quando EU precisei de ti, o que fizeste? Viras-te as costas e fugiste. Não me peças ajuda. Não a vais ter.
- Perdoa-me!
- Nunca.
- Mas... eu... amo-te...
- E achas que ao amares-me, eu te vou ajudar? Eu AMEI-TE, e tu ajudaste-me? Não.
O sentimento, mudou.
- Quando precisei de ti, onde estavas? - perguntou intrigada.
- Estive não sei onde. - respondeu, sem coragem.
- Quando chorei, onde estavas?
- Não sei.
- Quando caí, porque não me tentaste levantar?
- Acho que não pude.
- Achas? Não tens a certeza?
- Sim, não tenho a certeza. Julgo que estaria a perguntar-me se teria força para te enfrentar.
- Desculpa? Ausentaste-te por não saberes se tinhas forças para me enfrentar?
- Sim. Foi isso mesmo que aconteceu.
- Estás a gozar comigo?
- Não. Porque o dizes?
- Acho que parece obvio.
- Pois. Realmente também acho.
- Porque permitiste que te odiasse?
- Nem sei bem o porquê. Pressenti que seria melhor assim.
- Eu, estive no chão. Chorei dias inteiros. Senti aquela mão pesada a passar no meu corpo, e tu não estavas lá para me defender. Desejei morrer.
- Desculpa. Lamento imensamente muito. Eu nunca imaginei que pudesses ter sofrido tanto.
- Mas, sofri. E muito. E ninguém me acolheu em seu abraço. Ninguém.
- Sinto-me triste em ouvir essas duras e quase esquecidas palavras.
- Eu amei. Odiei. Chorei. Sorri, com o falso sorriso. Andei com falsas forças. Superei falsas esperanças. Abracei falsos amigos. Admirei quem me desiludiu. E agora, vens tu, para tentar remediar as coisas? Não, obrigado.
- Mas porque? Porque te fazes isto a ti própria? Porque me afastas? Porque? - Não sabendo mais que argumentar. Viu ela se desfazendo em lágrimas a cada pegunta. - Desculpa, mas tinha de perguntar.
- Porque prometem sempre, fazer coisas que sabem logo á partida que não podem cumprir com a promessa? - Respondeu, limpando a cara, para ele não perceber.
- Será que não percebem que me matam?
- Talvez não percebam.
- Então, porque TU o fazes?
- Eu?
- Sim. Prometeste-me Alento. E onde está? Onde? Diz-me! Quero saber.
- Não sei onde está.
- E a paixão que disseste que sentias, acabou? Diz. Responde!
- Não sei bem ao certo que o aconteceu. Acho que o desamor aconteceu.
- O desamor? Queres dizer que chegaste a amar-me? Não me gozes. Se me amasses, não te terias virado contra mim. Não me terias abandonado. Não deixarias a mão aproximar-se. Tu deixaste que a tristeza me matasse, por dentro. E nunca te perdoarei por isso.
- Tens a certeza do que estás a dizer? - Perguntou na esperança de ouvir uma resposta contraditória a tudo o que ouvira. - Tens?
- Tenho.
- Porque? - Desiludido com a resposta fria.
- Porque nunca perdoou quem me magoa a ponto, de me matar.
- Já não sei o que te responder.
- É claro que não sabes. Não tens coragem para o fazer. Tua mente tem vergonha de ti. - Ele tentou interromper, mas não conseguiu. - Eu própria, tenho vergonha de te conhecer. Metes-me nojo. NOJO. Nojo do que fizeste. Nojo do que representaste. Nojo, do que poderias vir a representar. Adorei-te, não te amei. Odeio-te! E agora, que vais fazer?
- Nada!?
- Já calculava. Eu esperava mais de ti. Desiludiste-me.
- Não. Não te vás embora. Não me deixes aqui, neste sítio, cheio de Almas. Ajuda-me. Não quero ficar aqui. Por favor. Peço-te. Imploro-te.
- Imploras?
- Sim.
- Lamento. Mas, tu é que quiseste este fim.
- Fim? Que fim? Diz-me! Não me abandones. Eu preciso de ti.
- O teu fim. Não te abandono? Precisas de mim? E quando EU precisei de ti, o que fizeste? Viras-te as costas e fugiste. Não me peças ajuda. Não a vais ter.
- Perdoa-me!
- Nunca.
- Mas... eu... amo-te...
- E achas que ao amares-me, eu te vou ajudar? Eu AMEI-TE, e tu ajudaste-me? Não.
O sentimento, mudou.
Frase, Medos.
Data: 15 . Agosto . 2007
Que tal enfrentar os medos, a ignora-los? Ultrapassa-os. Podem ser teus pontos fracos, que provavelmente passarão a fortes.
Frase, Tombos.
Data: 14 . Agosto . 2007
Não interessa os tombos que levamos. Interessa sim, a maneira e força com que os enfrentamos e lutamos.
Marionetas.
Data: 13 . Agosto . 2007
Pequenas marionetas. Pequenas marionetas, brincam. Pequenas marionetas, dançam. Pequenas marionetas, falam. Pequenas marionetas, morrem. Sim, morrem. Uma pequena marioneta, podes ser tu. Uma pequena marioneta, pode ser alguém que conheças. Basta que a pessoa, esteja presa por cordas e que alguém lhe comande a vida. Alguém que lhe diga, 'Fala, Chora, Ri, Anda, Odeia e Morre'. Marionetas, pessoas. Pessoas, marionetas. Diferenças? Poucas.
Nada mais.
Data: 10 . Agosto . 2007
O meu corpo, aleija-se. A minha alma, queixa-se. O sofrimento, aumenta com desespero. A vida torna-se frágil. O sentimento, muda. A dor, continua, mas sente-se que luta para se tornar leve. A alegria, pondera na hipótese de voltar. A tristeza, entregou as suas forças à Esperança. A coragem, preparou-se para enfrentar os seus medos. A calma, substituiu, com mérito, o desespero. As palavras, perderam a sua voz e tornaram-se insignificantes. Os actos, tornaram-se escassos, e magoaram alguém. Esse alguém? Uma das minhas personagens. O desejo de vingança e o sentimento de ódio, tornaram-se num só objectivo. Eliminar as recordações boas, e deixar as más. Acabar com o sentimento de perdão, e acordar o sentimento de culpa. Exterminar com o pudor das lágrimas, e passar a lhes dar valor. Valorizar o sorriso. A vida, renasce a cada queda. O passado torna-se maior, a cada passo. O futuro diminui com o passar dos dias. Vontade, mudou. A pele está fria. O coração, bate com a vivacidade de amanhã. Os sonhos, não passam disso. A dor enterra-se. Sim, enterra-se. Eu enterrei-a. Com lágrimas, sorrisos, olhos mais abertos, vivacidade surpreendente. Ela fica enterrada. Separei-me da dor. Não a quero mais. Fartei dela. Ela só me faz mal. Ela só me magoa. A solidão, aliou-se a ela. Porque? Outrora, a solidão era um refugio da dor. Hoje, solidão é sinónimo de dor. Dor. Dor. Dor. Maldita dor que me persegue. Não a quero. Renuncio a dor, o desespero. Quero vida. Quero alegria. Quero sorrisos. Quero amizade, que valha mais que amor. Quero a vida. Vida. Vida. Vida. A vida que me maltratou. Quero-a de volta. E tu, perguntaste, 'porque, quer ela a vida, se esta a maltratou?'. Simples. Quero viver e não morrer. Quero sorrir e não chorar. Quero paciência e não desespero. Quero ter recordações boas e não péssimas. Quero ter sonhos e não pesadelos. Quero ser feliz. Nada mais.
Frase, Ódio.
Data: 09 . Agosto . 2007
O ódio substituiu o amor. E agora? Vais chorar? Agora, depois de te odiar? Morre. Morre e nada mais, te peço.
Vivendo e Sorrindo.
Data: 08 . Agosto . 2007
Os pequenos retalhos de uma vida. Os pequenos momentos que foram tão importantes, outrora. As pequenas lembranças, desaparecidas. Os pequenos rostos de infância que parecem esvair-se pela memória. Todas as recordações, desapareceram. O amor, morreu, por fim. A esperança, descansou e seguiu o seu caminho deixando-me para trás. A alegria, com que a carreguei, foi-se, juntamente com ela, embora. As falas do sossego, mostraram-me que não tenho confiança em mim. A Solidão transmitiu-me a sua compaixão. A minha Alma parecia perdida nestes mundos. Mundos de ninguém. Mundos de todos. Mundos de tristeza arrebatadora. Mundos de alegria contagiante. Mundos de solidão. Mundos de luz. Mundos, com e sem, Esperança. Mundos, que enfrentam guerras, sem uma única arma. Mundos, que sonham com o reconhecimento. Mundos, que me magoam. Mundos, que combatem com de lágrimas nos olhos. Mundos, que apesar de sua desgraça, a Esperança não os abandona. Que tipo de esperança seria, se os abandonasse? Quero salvar-me. Quero ajudar. Quero arrancar sem pudor as tristezas que penetram em meu coração. Quero magoar quem me traí. Quero espetar facas, em corações, cínicos e sem pingo de amor. Quero secar por completo, as lágrimas que caem pelo meu rosto. Fartei delas! Sim, fartei-me das minhas lágrimas. Para que quero lágrimas, se mais ninguém as sente, como eu? Para que quero lágrimas, se as detesto? Para que choro, se não resolve os meus dilemas? Sim, são dilemas. Não me importo que me julguem. Sou superior a isso. Não me importo que falem mal de quem amo. Não vou deixar de amar por isso. Não me importo que me critiquem. Existe que goste de mim, assim. Não vou mudar, porque falas assim. Não vou mudar, porque tu queres. Se mudar, mudarei. Mas, porque o tempo o fará. O tempo. Só ele pode decidir, certas coisas. Odeio-te! Sim, odeio-te sem pudor e com todas as minhas forças. Hoje, chorei. E jurei que foi a ultima vez. Hoje, foi o ultimo dia em que sofri calada! Hoje, foi o ultimo dia em que esperei pelo Alento. Sabes porque? Porque, quem precisa de Alento, quando se tem Amor? Quero que me detestes pelo que sou, não pelo que não sou. Quero que adores pelo sou, e não pelo que posso vir a ser. O que importa é o vives agora, e não o que podes viver amanhã. Hoje estás vivo, amanhã podes não estar. Ontem, julguei certas pessoas. Hoje, são os meus melhores amigos. Irónico? Não, a verdade. A mentira que sinto hoje, não sentirei amanhã. O sorriso de hoje, é maior que o de ontem., e menor que o de amanhã. E porque? Porque minha face sem sorriso, não sou eu. A Suh que muitos conhecem, não chora, Sorri. E muitos podem dizer isso. Acho eu. Grandes amigos, passam a fortes inimigos. Grandes inimigos, passam a Excelentes Amigos. E porque? Porque teus inimigos só conhecem teus pontos fracos. E quando passam a teus amigos, fortalecem os pontos fracos. Chorei. Ri. Enfrentei. Cai. Levantei-me. Abri os olhos. Esqueci o que tinha de esquecer. E agora, sigo em frente. Sorrindo e amando. Amando a mim mesma, como nunca o tinha feito. Sabes uma coisa? Ama-te antes de amares os outros.
A Tesoura.
Data: 03 . Agosto . 2007
A tesoura que usaste para me matar, está espetada no teu coração. A tesoura que usámos para cortar as fotografias, para poderem caber no Álbum. Tu uma vez disseste que me ias proteger, defender, amar, respeitar, até ao fim. E no fundo, tentaste matar-me. Prometeste que nunca me irias julgar, e á primeira oportunidade, toma! Doeu. Traíste a minha confiança. Eu não gosto de vingança, mas tu mereces. Estragaste tudo aquilo que tinha de bom, e porque? Porque nunca tiveste o que sempre tive. Forças. Sim forças, mesmo estando por vezes no chão, eu tinha forças. Muitas vezes, quis fechar os olhos para sempre. Mas, houve sempre qualquer coisa que me impediu de continuar a pensar assim. Doeu tanta coisa. Mas no final tudo passa. Provavelmente, a Esperança tenha ficado cansada e tentado desistir. Porém, eu não deixei que ela ficasse para trás. Carreguei-a em meus braços, e ela me acompanhou, sempre. Mesmo cansada e sem forças, ela veio comigo. Não deixei que me abandonasse. O Alento, que tanto desejei e desejo, que pedi e sonhei durante longos meses, até anos. Nunca chegou. Talvez se tenha perdido. Talvez. A espera pelo sono tenta, acabar comigo. A espera pelo Alento, extermina a minha paciência. A morte, por vezes parece ser a melhor solução. E porque? Porque há dias em a vida parece já não ter o sentido de outrora. A luz ao fundo do túnel apagou-se. Os sentimentos, mudaram. A minha vida, mudou. Tudo mudou, na verdade. Não sei porque. Talvez, tenha sido melhor, mesmo, tudo ter mudado. Agora, escondo a minha face por detrás do cabelo, para não verem as lágrimas que caem constantemente. Não quero que digam, e muito menos, vejam que choro. Sentiria-me mal. Porque, para mim, as lágrimas, são sagradas e pessoais. Se alguma vez me viste chorar, não contes a ninguém. É mau demais, lembrar que chorei, um dia, em público. Apesar, de sentir falta de um ombro amigo, para chorar, não quero que ninguém saiba o quanto choro, todos os dias. Lamento, o meu choro, não tua morte. Lamento, o cansaço da Esperança, não o meu. Lamento, a tesoura que ficou suja com teu maldito sangue, não ela estar espetada no teu coração. Lamentava, talvez, a minha morte, não a tua. Lamento que a Luz se tenha apagado, ela voltará a se acender. Talvez.
Esperando ela.
Data: 01 . Agosto . 2007
Tu, que sempre gostaste de ter o Sorriso, bem marcado, no rosto. Tu, que sempre detestas-te um falso sorriso. Tu, que me roubaste o verdadeiro sorriso. Tu, que me maltrataste. Tu, que me matas. Tu, que me pões em sofrimento. Tu, que fizeste com que o sentimento muda-se. Tu, que sem pudor, arrancaste tudo o tinha. Tu, que me pediste perdão tarde demais. Tu, que me roubaste o Alento. Tu, que estragaste a minha vida. Tu, que despedaçaste a minha Alma. Tu, que me tiraste a vontade. Tu, que me sugaste a vontade. Tu, que me matas a cada instante. Tu, que me sufocas com tuas lamentações. Tu, que me desiludes cada vez mais, a cada dia que passa. Tu, minha dor, me matas aos poucos. Tu, minha dor, tiraste-te a vida. Tu, minha dor, que não vives sem mim. Diz-me, minha dor, como viverás, quando morrer? Irei seguir a tua Alma, esteja onde estiver, estarei lá, sempre presente – respondeu a dor. E agora, que faço? Deixo-me morrer, ou tento uma nova vida? Como tentarei uma nova vida, se me faltam as forças e o Alento? Como? Como ponho um sorriso no rosto, e sigo em frente de queixo levantado. Se, só me apetece olhar para o chão e chorar...? Como? Não sei. Talvez, conseguirei reunir as forças. Talvez. Com esta mão. Com esta mão, escrevo. Com esta mão, limpo a lágrima que cai neste momento. Com esta mão, exponho os meus sentimentos. Com esta mão, tentei agarrar a vida. Com esta mão, que já perdeu a vivacidade com que escreveu, outrora. Com esta mão, segurei o sofrido coração. Com as minhas mãos, limpo as lágrimas que caem diariamente. Com as minhas mãos, peguei no meu livro de memórias, e joguei no fogo. Com estas mãos, pego, como nunca peguei, em cadernos e cadernos cheios de pequenas recordações de um período difícil. Com estas mãos, que testemunharam, como ninguém, aquilo que me ia na Alma, todos os dias do meu sofrimento. Já adorei, e detestei. Já sorri, e chorei. Já ouvi, e calei. Já falei, sem ser ouvida. Já gritei, e ninguém ouviu. Já perdi o sangue, sem morrer. Ou será que morri? Talvez não.
Sinto-me triste. Sinto-me no chão. Sinto-me sozinha. Sinto-me desiludida. Sinto-me mal. Quero a morte. Que venha ela, sem pudor. Eu estarei, aqui á espera dela, com uma vela acesa, para me encontrar.
O sentimento.
Data: 30 . Julho . 2007
Título: O sentimento.
Que sentimento é este? Sentimento este que me arranca a alegria sem pudor. Sentimento este, que me deixa sem forças. Que sentimento é? Sentimento que me fez perder a vivacidade de outrora. Sentimento que me roubou o verdadeiro sorriso e substituiu pelo falso. Que sentimento é este, que me tira tudo? Odeio este sentimento. Sentimento? E se não o é? Pois. Onde ficou o sorriso? Perdeu-se. Onde está o alento? Ficou lá atrás. A alegria foi brutalmente substituída pela tristeza. O pouco amor que restava, tornou-se num ódio imenso. E isto tudo porquê? Porque o sentimento mudou.
I hate.
Data: 29 . Julho . 2007
Título: I hate.
Detesto. Detesto tudo o que representas. Detesto a tua maneira de ser. Detesto a falsidade. Detesto como te senti. Detesto como te vi. Detesto a maneira como me falas. Detesto a maneira como me ignoras. Detesto a maneira como me tratas. Detesto a tua falta de atenção. Detesto a tua falta de capacidade para admitires um erro. Detesto a tua hipocrisia. Detesto o teu falso amor. Detesto o falso [b]Alento[/b]. Detesto as criancices. Detesto as lamentações. Detesto as palavras de dor. Detesto a falta de Esperança. Detesto as tuas lágrimas. Detesto o riso cínico. Detesto a maneira como me deitas abaixo. Detesto como me fazes sentir. Detesto a maneira como me arrancas, sem pudor, as forças. Detesto a calma, que esconde o desespero. Detesto a maneira como te escondes dos problemas. Detesto a maneira como me soa falso o sorriso, de quem muito chora. Odeio a falsa Felicidade. Sinto a vida a fugir do meu corpo e da minha Alma. Sinto o falso e doloroso, alento. Mas, que vida é esta? Que vida tenho? Que vida virei a ter, um dia? Será que serei feliz, nas minhas tristezas? Será que vou ter o falso Sorriso, que tanto detesto? Estou completamente farta. Farta! Farta das conversas que me fazem chorar. Farta das pessoas. Farta de não conseguir aguentar. Não consigo chorar. Mas choro. Porque? Porque me dói a Alma? Porque sinto um enorme peso na Alma? Dói. Dói imenso. Dói como nunca doeu. Dói. É uma dor que não passa. A dor é tão intensa. A dor é tão dura. Qual é o objectivo desta horrível dor? Matar-me? É isso? É essa a razão de tão tremenda dor? Talvez. Talvez, sim ou não. Talvez, boa resposta. Odeias a vida? Talvez. Depende mais dos dias. Choras muito? Provavelmente, talvez. Sentes-te abandonada? Talvez. Gostavas de ter Alento? Talvez, quem sabe. Claro que sim. Já foste abandonada? Já. E gostaste da experiência? Não muito. E quem te abandonou? Depende das situações. Mas acho que a que custou mais, foi ser abandonada pelo meu pai. Ironias da vida. Já foste feliz? Não. Alegre sim. Que mudarias na tua vida? Talvez atitudes. Ou então não sei. Gostavas de conhecer alguém que te fizesse feliz? Não. Porque? Porque depois essa pessoa ir-se-ia embora, e é melhor não. Que achas que poderia mudar-te? Compreensão. Carinho. Alento. Paz. Alguns gestos, mesmo que fossem poucos, de Amor, Talvez. O que mudarias na tua família? Ora aí esta uma boa pergunta. Mudava muita coisa. Acabava com as Malditas lamentações. Exterminava as criticas, exageradas e repetidas. Enfim, mudaria muita coisa. Já te tentaste matar? Fisicamente, não. Há quanto tempo não choras? Não tenho bem a certeza mas foi á menos de uma hora.
O que vai no coração.
Data: 27 . Julho . 2007
Título: O que vai no coração.
Hoje, dói-me o coração. Talvez, o desespero se tenha apoderado de mim. Não me sinto bem. Quero o meu sono de volta. Não aguento mais, esta maldita espera. Cansei de esperar pelo suposto 'Amor' de família. Cansei de esperar que a dor passasse. Cansada de esperar o tão inalcançável, alento. Cansei de gritar, sem ninguém ouvir. Cansei de chorar, sem ninguém dar conta. Cansei de ser ignorada. Cansei de escrever para ninguém ler. Cansei de expor os meus sentimentos na 'praça pública' e ninguém ver. Cansei das tão lentas férias. Cansei de estar sozinha. Cansei de pedir ajuda e oferecerem-me vergonha por isso. Cansei de esperar o sono. Cansei de Tudo. Fartei. Estou desiludida com tudo. Onde estão aqueles que disseram 'Seremos Amigos para sempre, aconteça o que acontecer.'? Onde está aquela menina que eu amo, mas que nunca me diz nada? Por onde para a minha Amora? Por onde andam os Bons Amigos de outrora? Onde ficaram os abraços, que me reconfortavam quando precisava de alento? Onde estão os '2 Beijinhos, Sagrados' de todas as manhãs? Onde estão as cartas do UNO, para jogar? Onde estão os que contavam as suas piadas e punham todos a rir? Onde estão aqueles que, eu sabia que quando precisava eles estavam para dizer, 'Estamos contigo, Força!'? Onde ficou a alegria de outrora? Onde ficou a amizade, forte, que marcou a vida? Onde arranjo certezas? Onde arranjo respostas? Onde revejo o que sinto falta? ONDE? Onde procuro as amizades, o alento, a alegria? Onde procuro Tudo o que perdi? Por onde sigo? Por onde vou? Por onde procurarei? Por onde começo? Provavelmente, nunca irei voltar a sentir o Abraço acolhedor. Provavelmente, não voltarei a sentir a Amizade de outrora. Provavelmente, não irei ouvir de novo as tais piadas que faziam a minha barriga doer de tanto rir. Provavelmente, nunca mais jogarei UNO, como já joguei. Provavelmente, não voltarei a sentir a alegria de outrora. Provavelmente, não voltarei a sentir sentimentos de outrora. Provavelmente, as amizades que tanto dei valor, não me dão, agora, tanto valor como antes. Como é que a distância tem forças suficientes, para terminar Amizades de anos? Como é possível certas pessoas que eram essenciais, passam a ser desnecessárias? Será que são as ironias da vida? Talvez, as Amizades não fossem tão fortes assim. Talvez, as pessoas não fossem assim tão importantes. Talvez.
Adeus.
Data: 26 . Julho . 2007
Título: Adeus.
Preciso de um banho. Preciso de tirar os teus vestígios de mim. Ainda sinto a tua mão a descer pelo meu corpo. Nem sei como pudeste fazer aquilo. Como tiveste a coragem de o fazer sem um pingo de pudor? Tenho vergonha de ti. Tenho vergonha de mim. Tenho vergonha de tudo aquilo que um dia poderias vir a representar. És doentio. Metes-me nojo! Cheiras a maldade. A tua vaidade, pelo que fizeste, mata-me. Como pudeste? Conseguiste! Porque? Porque o fizeste? Por gozo? Ou porque te apeteceu? Tinhas imensa vontade de o fazer, era? Conseguiste que eu sentisse NOJO de mim mesma. Satisfeito? Saciaste-te? Ainda penso que pode ter sido um HORRÍVEL pesadelo. Mas, sempre que te vejo nas minhas fotografias, nas minhas memórias, pondero e pressinto que não foi um simples pesadelo. Sei que foi realidade. Tu magoaste-me como ninguém me conseguiu magoar. Entro em meu quarto e lembro-me. Lembro-me de tudo o que de bom passamos, naquela cama. Lembro-me de acordar e ver-te dormir. Lembro-me de te sentir. Lembro-me dos abraços. Lembro-me das juras que me fazias, que afinal não passavam de maneiras de me manipular. Lembro-me de chorar a tua ausência. Lembro-me de querer morrer nela, sempre que nos chateamos. Lembro-me de quando te esqueceste do dia dos meus anos. Lembro-me de tudo o que te esqueceste. Lembro-me dos maus momentos tão bem como me lembro dos bons. Tiraste-me a dignidade. Tiraste-me a liberdade. Tiraste-me a alegria. Tiraste-me a vida. Tiraste-me tudo. Tiraste-me o que tinha de mais precioso, a vontade de viver. Queria que morresses, por tudo o que me fizeste passar. Quero nos chateamos. Lembro-me de quando te esqueceste do dia dos meus anos. Lembro-me de tudo o que te esqueceste. Lembro-me dos maus momentos tão bem como me lembro dos bons. Tiraste-me a dignidade. Tiraste-me a liberdade. Tiraste-me a alegria. Tiraste-me a vida. Tiraste-me tudo. Tiraste-me o que tinha de mais precioso, a vontade de viver. Queria que morresses, por tudo o que me fizeste passar. Quero que MORRAS. Morre! Morre, por tudo o que fizeste! Morre, para não voltares a fazer o que fizeste. Morre, para não fazeres sofrer mais ninguém. Morre, para não voltares a iludir mais ninguém. Morre, com pudor. Morre, porque tens que morrer. Porque o fizeste? Porque me seguiste? Porque abusaste de mim? Porque o fizeste sem eu querer? Porque foste tão bruto? Não tinhas o direito. Eu Gostava de Ti. Sim, só gostava. Não era 'Amor' o que sentia. Tu nunca valeste um simples 'Amo-te'. Agora, percebo porque nunca consegui dizer 'Amo-te'. Tu não prestas. Metes-me nojo. Desejo que morras. Desejo que morras com uma faca enfiada bem no coração, quando estiveres no auge da vida. Desejo que te sintas bem no chão e que todos te pisem o mais que possam. Tu mereces isso e tudo o que de mais Ruim existir. Hoje, finalmente, sinto que sou capaz de dizer... 'ODEIO-TE!'. Sim, hoje odeio-te com todas a minhas forças. As tais forças que não tive para dizer 'Amo-te', tenho agora para dizer 'Odeio-te'. Eu vou seguir em frente. Vou caminhar na estrada da vida. Estou a ver um grande túnel. E lá, bem no fundo, tenho meus Amigos. Estão lá na tão trémula Luz. Tu morres, eu renasço. Conseguiste arrancar-me a Alma. Mas, ela voltou para mim. Agora, o teu sorriso cínico, já não o podes fazer. Eu acabei de ter cortar os músculos do riso. Agora sim. Agora sinto-me bem. Agora. E tu MORRESTE! Morreste naquela cama ensopada em sangue. O teu sangue. Neste momento, o som da escuridão enlouquece-te. A mim, alivia-me. A Luz desespera-te. A mesma Luz, guia-me. Vou, finalmente, viver. Adeus.
Oferece-me tudo e morre.
Data: 24 . Julho . 2007
Título: Oferece-me tudo e morre.
Oferece-me Tudo. Oferece-me o silêncio. Oferece-me a calma. Oferece-me a escuridão. Oferece-me as estrelas. Oferece-me o sorriso. Oferece-me o mar. Oferece-me as nuvens. Oferece-me a alegria. Oferece-me a tristeza. Oferece-me o céu. Oferece-me o medo. Oferece-me a música. Oferece-me o desgosto. Oferece-me o desprezo. Oferece-me o abraço. Oferece-me o alento. Oferece-me a força. Oferece-me o carinho. Oferece-me a tranquilidade. Oferece-me a sombra. Oferece-me a coragem. Oferece-me a simpatia. Oferece-me a paz. Oferece-me a diversão. Oferece-me a sinceridade. Oferece-me a palavra. Oferece-me o perdão. Oferece-me a culpa. Oferece-me a harmonia. Oferece-me a alma. Oferece-me a mentira. Oferece-me a verdade. Oferece-me o castigo. Oferece-me o papel. Oferece-me o deslumbramento. Oferece-me a paixão. Oferece-me o amor. Oferece-me o ódio. Oferece-me as tintas. Oferece-me o pincel. Oferece-me a tela. Oferece-me a imaginação. Oferece-me a paciência. Oferece-me a melodia. Oferece-me a melancolia. Oferece-me a conspiração. Oferece-me a perseguição. Oferece-me o gosto. Oferece-me a amizade. Oferece-me a ajuda. Oferece-me a compreensão. Oferece-me a cruz. Oferece-me a obrigação. Oferece-me o desejo. Oferece-me a fome. Oferece-me o apetite. Oferece-me o sono. Oferece-me o sonho. Oferece-me o dia. Oferece-me a noite. Oferece-me o frio. Oferece-me o calor. Oferece-me o tremor. Oferece-me o horror. Oferece-me o terror. Oferece-me o romantismo. Oferece-me o encanto. Oferece-me o fascínio. Oferece-me a loucura. Oferece-me a morte. Oferece-me a vida. Oferece-me a carne. Oferece-me o sangue. Oferece-me o veneno. Oferece-me a areia. Oferece-me o abrigo. Oferece-me a ilusão. Oferece-me a vontade. Oferece-me a intensidade. Oferece-me a vivacidade. Oferece-me a Tua vida. Oferece-me a Minha morte. Oferece-me as Tuas forças. Oferece-me a Tua calma. Devolve-me a vivacidade. Devolve-me Tudo o que me arrancaste sem pudor. DEVOLVE-ME! Devolve-me a Alegria de viver. Devolve-me a vontade. Devolve-me e desaparece! Quero viver, não percebes? Dá-me espaço! Preciso de respirar. Preciso de pensar. Sai! Afasta-te! Não me ofereças a morte a mim, porque irei devolve-la a ti. Só a ti. Para teres o peso da dor, da mágoa, da angustia, do SOFRIMENTO. Sai de dentro de mim! Não brinques com o te dei. Não brinques com aquilo que amo. Não brinques com a morte. Não me rogues pragas! Elas voltarão para ti, muito mais fortes! Devolve-me TUDO! Vais acabar sem ninguém! Eu dou-te as minhas últimas forças, para te matares. Eu dei-te as minhas alegrias para tu cuidares. E tu brincaste com elas. Ofereci-te alento, e deste-me desprezo. Ofereci-te TUDO o que podia, e tu tentas-te matar-me. Achas isso bem? Gostavas que fizessem o mesmo contigo? Eu gostava! E amava mais ainda, ver-te SOFRER e não te ajudar. Querias me matar, mas eu matei-te primeiro. Agora estás nas ruas da amargura, sem ninguém a teu lado. Então, é boa a sensação? NÃO!? Sentes a vida a abandonar-te? Vês como dói!? Choras, agora? É tarde demais. Quando eu chorei, e TU riste-te na minha cara. Dizias que o SOFRIMENTO não existia. E então, agora continua a não existir? Claro, que existe. E agora, mais que nunca estás a SENTI-LO! Sente, mas bem forte. Sente, como eu senti. Sente, a vida a deixar-te para trás. Sente, como é perder quem amas. Sente, a dor a possuir-te! Sente, como é te tornares impotente para ti mesmo. Sente, a sensação de um desespero enorme. Sente, como eu já me senti. Sente, o enorme pesar da dor entrar calmamente na última veia. Sente, a espera mais dolorosa. Sente, o amor á vida, desaparecer. Sente, a angústia do desespero. Sente, a aflição do abandono. MORRE! Morre para sempre! Morre! Morre para nunca mais voltares. SENTE, a dor como nunca a sentiste. Sente, a morte a chegar. Sente, o desejo de viver morrer aos poucos. SENTE! Agora, sentes um misto de sentimentos. Agora, sentes a morte a chegar e vida a sair. Agora, a morte têm-te em seus braços. A vida, deu-te para a adopção. E a morte, acolheu-te com amor. O mesmo amor que tiveste pela vida. Irónico, não? A vida não lamenta a Tua perda. A vida odeia-te, como tu odiaste o meu sofrimento. Eu podia lamentar a tua dor. Mas, não lamento. O QUÊ? Queres perdão? Estás arrependido? Pensas que sou parva? Tentaste me matar. Mataste todos aqueles que eu AMAVA. E agora, queres perdão? Tu estás a acabar, lentamente, de morrer. E eu, já lavei as minhas mãos. ADEUS! Até nunca. Morre, uma morte bem sofrida. Agora, virei as costas. Levantei o queixo. Senti a Esperança a entrar calmamente em mim. E agora, sinto que sou LIVRE. Vou viver.
Toda a sua força.
Data: 23 . Julho . 2007
Título: Toda a sua força.
O vento lá fora tenta, com toda a sua força, desafiar as árvores. O sol ainda meio adormecido tenta, com toda a sua força, se levantar para um novo dia. A lua já cansada tenta, com toda a sua força, abandonar aos poucos o céu. As estrelas já deixando de brilhar tentam, com toda a sua força, limpar o céu. O mar cansado tenta, com toda a sua força, agitar o seu imenso corpo. A Terra quase sem vida tenta, com toda a sua força, manter-se. A chuva exausta tenta, com toda a sua força, continuar sem cessar. O Sorriso tenta, com toda a sua FORÇA, não se perder. Os crentes tentam, com toda a força, continuar a ter Fé. Os peregrinos tentam, com toda a sua força, não quebrar a promessa. As nuvens tentam, com toda a sua força, libertar-se, de cada gota que nelas se acumula. As flores tentam, com toda a sua força, não perder a vivacidade. O arco-íris tenta, com toda a sua força, não perder as suas preciosas cores. As palavras tentam, com toda a sua força, não se perder. O Amor tenta, com toda a sua força, lutar pela sua Alma Gémea. A luz tenta, com toda a sua força, iluminar o caminho de quem se perdeu. O universo tenta, com toda a sua força, manter-se bem firme. Os soldados tentam, com toda a sua força, sobreviver. Os pincéis tentam, com toda a sua força, pintar mais uma tela. O gelo tenta, com toda a sua força, não derreter. A água tenta, com toda a sua força, não se esgotar. Os corações tentam, com toda a sua força, continuar a bater. O fogo tenta, com toda a sua força, não se apagar. Os doentes tentam, com toda a sua força, curar-se. O SIM tenta, com toda a sua força, não se tornar num Talvez. A saudade tenta, tenta com toda a sua força, fazer-se sentir. A beleza tenta, com toda a sua força, não desaparecer. As recordações tentam, com toda a sua força, não cair no esquecimento. Os perfumes tentam, com toda a sua força, não ficar sem o seu aroma. A tristeza tenta, com toda a sua força, tornar-se intensa. A coragem tenta, com toda a sua força, lutar para poder voltar. A alegria tenta, com toda a sua força, fazer-se sentir. A solidão tenta, com toda a sua força, ficar só. As pegadas tentam, com toda a sua força, ficar marcadas na areia. A Esperança tenta, com toda a sua força, não se perder.
O vento, o sol, a lua, as estrelas, o mar, a Terra, a chuva, o Sorriso, os crentes, os peregrinos, as nuvens, as flores, o arco-íris, as palavras, o Amor, a luz, o universo, os pincéis, o gelo, a água, os corações, o fogo, os doentes, o SIM, a saudade, a beleza, as recordações, os perfumes, a tristeza, a coragem, a alegria, a solidão, as pegadas, a Esperança, todos eles têm um objectivo em comum: Salvarem-se. E para isso, unem TODA A SUA FORÇA, esperando que um dia, a própria vida lhes saiba recompensar depois de todo este esforço.
Título: Toda a sua força.
O vento lá fora tenta, com toda a sua força, desafiar as árvores. O sol ainda meio adormecido tenta, com toda a sua força, se levantar para um novo dia. A lua já cansada tenta, com toda a sua força, abandonar aos poucos o céu. As estrelas já deixando de brilhar tentam, com toda a sua força, limpar o céu. O mar cansado tenta, com toda a sua força, agitar o seu imenso corpo. A Terra quase sem vida tenta, com toda a sua força, manter-se. A chuva exausta tenta, com toda a sua força, continuar sem cessar. O Sorriso tenta, com toda a sua FORÇA, não se perder. Os crentes tentam, com toda a força, continuar a ter Fé. Os peregrinos tentam, com toda a sua força, não quebrar a promessa. As nuvens tentam, com toda a sua força, libertar-se, de cada gota que nelas se acumula. As flores tentam, com toda a sua força, não perder a vivacidade. O arco-íris tenta, com toda a sua força, não perder as suas preciosas cores. As palavras tentam, com toda a sua força, não se perder. O Amor tenta, com toda a sua força, lutar pela sua Alma Gémea. A luz tenta, com toda a sua força, iluminar o caminho de quem se perdeu. O universo tenta, com toda a sua força, manter-se bem firme. Os soldados tentam, com toda a sua força, sobreviver. Os pincéis tentam, com toda a sua força, pintar mais uma tela. O gelo tenta, com toda a sua força, não derreter. A água tenta, com toda a sua força, não se esgotar. Os corações tentam, com toda a sua força, continuar a bater. O fogo tenta, com toda a sua força, não se apagar. Os doentes tentam, com toda a sua força, curar-se. O SIM tenta, com toda a sua força, não se tornar num Talvez. A saudade tenta, tenta com toda a sua força, fazer-se sentir. A beleza tenta, com toda a sua força, não desaparecer. As recordações tentam, com toda a sua força, não cair no esquecimento. Os perfumes tentam, com toda a sua força, não ficar sem o seu aroma. A tristeza tenta, com toda a sua força, tornar-se intensa. A coragem tenta, com toda a sua força, lutar para poder voltar. A alegria tenta, com toda a sua força, fazer-se sentir. A solidão tenta, com toda a sua força, ficar só. As pegadas tentam, com toda a sua força, ficar marcadas na areia. A Esperança tenta, com toda a sua força, não se perder.
O vento, o sol, a lua, as estrelas, o mar, a Terra, a chuva, o Sorriso, os crentes, os peregrinos, as nuvens, as flores, o arco-íris, as palavras, o Amor, a luz, o universo, os pincéis, o gelo, a água, os corações, o fogo, os doentes, o SIM, a saudade, a beleza, as recordações, os perfumes, a tristeza, a coragem, a alegria, a solidão, as pegadas, a Esperança, todos eles têm um objectivo em comum: Salvarem-se. E para isso, unem TODA A SUA FORÇA, esperando que um dia, a própria vida lhes saiba recompensar depois de todo este esforço.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Apenas uma conversa.
Data: 22 . Julho . 2007
Titulo: Apenas uma conversa.
Suh: Oiii
Alguém: Olá!
Suh: Tudo bem?
Alguém: Sempre!!! e contigo?
Suh: Mal! Muito mal! Literalmente, na foça.
Alguém: Então? Que se passa?
Suh: Estou sozinha! Não estou com os meus amigos. Sinto falta deles. Quero falar, rir, chorar, dizer umas piadas e por todos a rir. ^^ Mas eles estão longe. Fui, literalmente, abandonada.
Alguém: Pois. É mau! Mas sempre podes ir ter com eles. Podes te ir divertir. Podes ir rir, chorar, falar, contar aquelas piadas que só tu sabes contar.
Suh: Pois. Mas, ou não estão cá. Ou então, estão na praia. Ou têm, seus namorados e namoradas. E não têm paciência, para me aturar.
Alguém: Mas tu podes ir ter com eles, certo?
Suh: Errado! Como vou? A patorras, sozinha? Para me sentir mais sozinha ainda?
Alguém: Pois. E ninguém pode ir ter contigo, nem que seja para não te sentires tão sozinha?
Suh: Poder, podem vir sempre. Mas, quem vem? Ninguém. Parece que ninguém se importa, se estou sozinha ou acompanhada.
Alguém: É muito mau. E se falares com alguém. Esse alguém não vai ter contigo?
Suh: Quem poderia vir ter comigo. Provavelmente, não virá.
Alguém: Então, e na net. Não tens ninguém? Nem que seja para não te sentires tão sozinha?
Suh: Há. Geralmente, tenho muitas pessoas On. Mas, têm mais que fazer.
Alguém: Pois. Já nem sei que te diga.
Suh: Nem eu.
Alguém: Mas, não tens ninguém em casa, que te faça companhia?
Suh: Tenho. Mas prefiro estar sozinha, a ser desprezada do que ouvir dizer todo o santo dia, 'A tua *** tornou-se cá uma ..., alto lá com ela. Já não fala com a mãe. Só me dá desgostos. Abandonou a família, para estar com uma merda daquelas. Não fiques como ela. Não me desiludas, também. Toma outro rumo. Não te tornes uma ... como ela. Tem juízo.'
Alguém: Fogo. Dizem-te isso? Assim, com esse descaramento?
Suh: Isto não é nada. E ás vezes pergunto-me, que raio de 'Família' é que eles se referem que ela abandonou!?
Alguém: Pois.
Suh: Já chorei. Choro. E ainda hei-de chorar. Por causa de isto tudo. Mas, a vida continua.
Alguém: Tem calma.
Suh: Eu tenho calma. Mas, ás vezes só queria um pouco de Alento. Mas, isso não vou ter. Pelo menos, da 'Família'.
Alguém: Sabes que podes sempre contar comigo, não sabes?
Suh: Sei. Mas, imagina lá como estou. No meio disto tudo!?
Alguém: Mal?
Suh: Mal é pouco.
Alguém: Pois.
Suh: Eles estão a matar-me calmamente. Estão a destruir-me. Estão a acabar com aquilo que me custou tanto a encontrar.
Alguém: E, o que é isso?
Suh: As minhas forças!
Alguém: =S
Suh: É mau. Mas, já estava á espera. É sempre assim.
Alguém: Mas como os deixas fazer isso contigo?
Suh: A verdade... É que não tenho coragem para os enfrentar e dizer na cara, 'Eu não concordo! Estou farta! Parem de me Matar aos poucos!' Mas como não tenho coragem. Calo-me!
Alguém: Pois. Olha tenho que sair. Depois falamos.
Suh: Vês? O que disse... Mas vai lá ^^
Alguém: Desculpa.
Titulo: Apenas uma conversa.
Suh: Oiii
Alguém: Olá!
Suh: Tudo bem?
Alguém: Sempre!!! e contigo?
Suh: Mal! Muito mal! Literalmente, na foça.
Alguém: Então? Que se passa?
Suh: Estou sozinha! Não estou com os meus amigos. Sinto falta deles. Quero falar, rir, chorar, dizer umas piadas e por todos a rir. ^^ Mas eles estão longe. Fui, literalmente, abandonada.
Alguém: Pois. É mau! Mas sempre podes ir ter com eles. Podes te ir divertir. Podes ir rir, chorar, falar, contar aquelas piadas que só tu sabes contar.
Suh: Pois. Mas, ou não estão cá. Ou então, estão na praia. Ou têm, seus namorados e namoradas. E não têm paciência, para me aturar.
Alguém: Mas tu podes ir ter com eles, certo?
Suh: Errado! Como vou? A patorras, sozinha? Para me sentir mais sozinha ainda?
Alguém: Pois. E ninguém pode ir ter contigo, nem que seja para não te sentires tão sozinha?
Suh: Poder, podem vir sempre. Mas, quem vem? Ninguém. Parece que ninguém se importa, se estou sozinha ou acompanhada.
Alguém: É muito mau. E se falares com alguém. Esse alguém não vai ter contigo?
Suh: Quem poderia vir ter comigo. Provavelmente, não virá.
Alguém: Então, e na net. Não tens ninguém? Nem que seja para não te sentires tão sozinha?
Suh: Há. Geralmente, tenho muitas pessoas On. Mas, têm mais que fazer.
Alguém: Pois. Já nem sei que te diga.
Suh: Nem eu.
Alguém: Mas, não tens ninguém em casa, que te faça companhia?
Suh: Tenho. Mas prefiro estar sozinha, a ser desprezada do que ouvir dizer todo o santo dia, 'A tua *** tornou-se cá uma ..., alto lá com ela. Já não fala com a mãe. Só me dá desgostos. Abandonou a família, para estar com uma merda daquelas. Não fiques como ela. Não me desiludas, também. Toma outro rumo. Não te tornes uma ... como ela. Tem juízo.'
Alguém: Fogo. Dizem-te isso? Assim, com esse descaramento?
Suh: Isto não é nada. E ás vezes pergunto-me, que raio de 'Família' é que eles se referem que ela abandonou!?
Alguém: Pois.
Suh: Já chorei. Choro. E ainda hei-de chorar. Por causa de isto tudo. Mas, a vida continua.
Alguém: Tem calma.
Suh: Eu tenho calma. Mas, ás vezes só queria um pouco de Alento. Mas, isso não vou ter. Pelo menos, da 'Família'.
Alguém: Sabes que podes sempre contar comigo, não sabes?
Suh: Sei. Mas, imagina lá como estou. No meio disto tudo!?
Alguém: Mal?
Suh: Mal é pouco.
Alguém: Pois.
Suh: Eles estão a matar-me calmamente. Estão a destruir-me. Estão a acabar com aquilo que me custou tanto a encontrar.
Alguém: E, o que é isso?
Suh: As minhas forças!
Alguém: =S
Suh: É mau. Mas, já estava á espera. É sempre assim.
Alguém: Mas como os deixas fazer isso contigo?
Suh: A verdade... É que não tenho coragem para os enfrentar e dizer na cara, 'Eu não concordo! Estou farta! Parem de me Matar aos poucos!' Mas como não tenho coragem. Calo-me!
Alguém: Pois. Olha tenho que sair. Depois falamos.
Suh: Vês? O que disse... Mas vai lá ^^
Alguém: Desculpa.
Amo'te Amora.
Data: 20 . Julho . 2007
Título: Amo'te Amora.
Amora: 'Onde foste hoje a' noite? Senti-te sair...'
Suh: 'Fui pensar... Fui chorar... Fui amar o silêncio... Fui sentir o cheiro a nada... Fui amar o meu pequeno momento na escuridão... Fui voar por entre as estrelas... Fui passear pela Lua... Fui falar ao sol, já adormecido... Fui descobrir as perfeições das imperfeições do mundo... Fui descobrir que, não são as estrelas que estão lá quando preciso... Fui descobrir que, não é a Lua que me apanha quando cai-o... Fui descobrir que, não é a escuridão que me anima... Fui descobrir que, não é o cheiro a nada que sinto... Fui descobrir que, não é o sol que ilumina os meus dias... Fui descobrir que, não é o silêncio que ouve... Foi descobrir que o mundo não é meu... Descobri que, TU és a minha estrela, porque estás lá quando preciso...Descobri que, Tu és a Lua que ilumina a minha noite, e que apanha quando cai-o... Descobri que, és TU que me animas, não a escuridão... Descobri que, és tu que iluminas o meu dia, não o sol... Descobri que, é o teu perfume que sinto... Descobri que, és TU que me ouves, não o silêncio... Descobri que, o mundo não é meu, é teu...'
Queres as minhas forças? Eu dou-te-as!
Queres o meu sorriso? Eu dou-te-o!
Título: Amo'te Amora.
Amora: 'Onde foste hoje a' noite? Senti-te sair...'
Suh: 'Fui pensar... Fui chorar... Fui amar o silêncio... Fui sentir o cheiro a nada... Fui amar o meu pequeno momento na escuridão... Fui voar por entre as estrelas... Fui passear pela Lua... Fui falar ao sol, já adormecido... Fui descobrir as perfeições das imperfeições do mundo... Fui descobrir que, não são as estrelas que estão lá quando preciso... Fui descobrir que, não é a Lua que me apanha quando cai-o... Fui descobrir que, não é a escuridão que me anima... Fui descobrir que, não é o cheiro a nada que sinto... Fui descobrir que, não é o sol que ilumina os meus dias... Fui descobrir que, não é o silêncio que ouve... Foi descobrir que o mundo não é meu... Descobri que, TU és a minha estrela, porque estás lá quando preciso...Descobri que, Tu és a Lua que ilumina a minha noite, e que apanha quando cai-o... Descobri que, és TU que me animas, não a escuridão... Descobri que, és tu que iluminas o meu dia, não o sol... Descobri que, é o teu perfume que sinto... Descobri que, és TU que me ouves, não o silêncio... Descobri que, o mundo não é meu, é teu...'
Queres as minhas forças? Eu dou-te-as!
Queres o meu sorriso? Eu dou-te-o!
Tudo errado
Data: 19 . Julho . 2007
Título: Tudo errado.
Um dia, senti que andava tudo errado. O Sorriso, havia desaparecido, e ninguém havia dado conta. As Lágrimas que percorriam o rosto, vezes sem conta, estavam a querer desaparecer, já não aguentavam a queda constante. A Lua, havia caído do céu. O Sol, havia perdido a sua imensa luz. As Estrelas, haviam perdido o brilho. O Mar, havia secado. O Gelo, havia derretido. Os dias escureceram. As noites morreram. A caneta, começou a ficar pesada demais. Os dedos, perderam a força e a agilidade de outrora. As pequenas, mas de certa forma importantes, representações dos santos, que estão ali, começaram a chorar, sem parar. E eu, comecei a chorar. Chorei tudo o que tinha, e o que não tinha, para chorar. Gritei, mas só eles ouviram. Chorei, mas só eles viram e sentiram. Tentei pedir alento, mas ninguém, se importou. Os meus olhos quiseram fechar para sempre, mas eu não deixei. Afinal, tinha a vida toda pela frente. E, existe SEMPRE uma luz ao fundo do túnel, por muito trémula que seja, hei-de SEMPRE segui-la. Segui-la, mesmo que as forças acabem. Segui-la, mesmo que tenha caído. Segui-la, SEMPRE! Segui-la, porque ela me indicará o caminho. Segui-la, quando o mundo desabar. Segui-la, sem forças. Segui-la, quando o sorriso estiver desaparecido. Segui-la, mesmo que me doa a alma. Segui-la, mesmo quando as minhas pernas ficarem pesadas. Segui-la, quando o sangue sair do meu corpo. Segui-la, quando tudo se virar contra mim. Segui-la, pode ser mais importante do que ficar parada, á espera que me venham buscar. Segui-la, porque ninguém pára para ajudar alguém a se levantar. Segui-la, acima de tudo! Talvez, a esperança esteja onde eu não dê por ela. Mas se ela está lá, eu vou encontrá-la.
O triste vazio
Data: 18 . Julho . 2007
Título: O triste vazio.
Olhando o vazio. Pensando como seria viver outra vida. Amando o silêncio. Vivendo cada dia, esperando alento. Apreciando a beleza do escuro. Adorando a solidão. Sentindo a dor do abandono. Afastando tudo e todos. Desejando que o meu mundo acabe. Acabando de sentir o sangue a correr pelas veias. Aclamando em voz alta, o sofrimento que me corrói o coração. Ansiando, calma mas desesperada, o meu fim. A solidão, invade-me, cada vez mais. Cada vez mais me sinto só. Choro cada vez mais. Sofro, calada, cada vez mais. Escrevo, chorando, uma vez mais. Cada vez sinto mais falta do meu canto, do meu próprio alento. Sinto falta, porque o meu coração sente-se triste e abandonado. É triste mas, como hei-de tirar esse sofrimento e esta angustia, de dentro de mim? Já não sei que dizer, já não sei o que argumentar. Já não sei o que sentir. Já não sei com quem falar. Já não sei se deva continuar a chorar. Já não sei, NADA! Agora, que faço? Queimo todas as más recordações? Ou guardo-as?
Quando eles começam a falar, eu começo a chorar. Lembro-me de tudo o que fazem e de tudo o que fizeram. E dói!
Sempre ouvi dizer que os olhos são o espelho da alma. Então pergunto-me, 'Porque eles não olham para os meus, terão receio do que poderão ver?
Porquê?
Data: 16 . Julho . 2007
Título: Porquê?
Porque? Porque dizem 'Soraia, faz isto, Soraia faz aquilo'? Porque não percebem que, quero estar sozinha? Porque não percebem que não quero fazer nada? Porque não percebem que estou farta de ouvir lamentações? Porque não percebem que detesto ouvir criticas? Porque me deitam sempre abaixo? Porque fazem com que sofra calada? Porque o fazem? Porque tão sempre a ver o lado negativo? Porque andam sempre a mandar vir? Porque não percebem os meus sinais? Porque não demonstram um mínimo de afecto? Porque fazem sempre com que me sinta mal? Porque fazem sempre com que me deteste? Porque me fazem chorar? Porque não percebem que já não confio neles? Porque não percebem que a família já acabou, e que estão a acabar com o resto? Porque não percebem que não aguento? Porque não percebem que, quando viro as costas, choro? Porque não percebem que tenho as forças a acabar? Porque não percebem que me dói o coração? Porque não percebem a razão da música sempre alta e da demora quando me chamam? Nunca se perguntaram porque? Eu digo, a música é para não me ouvirem chorar, e a demora, é para limpar as lágrimas. Provavelmente não querem perceber ou entender aquilo que sinto. Já estão tão obcecados com os 'problemas' que já nem se apercebem do mal que fazem aos que os rodeiam. Criticam a mim, porque não podem dizer o que têm a dizer ás pessoas que merecem ouvir. Deitam-me sempre a baixo porque, talvez eu não seja tão forte quanto pareço. Sofro calada porque não posso contar a ninguém, o que se passa no meu (L). Sempre os apoiei, mesmo quando estava mal. Já tentei dizer, mais que uma vez, que não concordo com o que fazem, mas ninguém me ouviu, e isso é no mínimo lamentável. Tudo se começou a desmoronar, com os problemas, que chegavam sem pedir. Aconteceu tudo tão rápido... imensas tragédias, acidentes, mortes, desavenças, discussões, afastamentos, entre outras tantas coisas que afectam qualquer um. Quando me sinto sozinha, não tenho ninguém a quem recorrer, logo continuo sozinha. Quando tenho imensa gente a meu redor, sinto que não tenho, realmente, ninguém para me apoiar.
Um dia, alguém perguntou, 'Alguma coisa se quebrou, o que terá sido?' ao que eu respondi, 'Desta vez, foi o meu coração.' e, curiosamente, mais ninguém falou... e então eu pergunto-me, 'Será que sou mais uma adolescente, armada em sofredora?'
Choro por dentro.
Data: 13 . Julho . 2007
Título: Choro por dentro.
Título: Choro por dentro.
'Calem-se! Já não aguento mais! Dói-me a Alma, só de vos ouvir. Quero descansar, porém vosso barulho não deixa. Calem-se! Cortem as vossas gargantas! Cortem as línguas! Arranquem a fala! Mas calem-se! Quero dormir! Quero dormir e não acordar. Quero sonhar com o silêncio! Choro por dentro. Choro por dentro, pelo descanso. Choro por dentro, pela desgraça. Choro por dentro, porque as tristezas, parecem ultrapassar fortemente, as alegrias. Choro por dentro, porque sofro caladinha. Choro por dentro, porque não posso mostrar as lágrimas. Choro por dentro, porque o Sorriso chega sempre primeiro quando a lágrima quer cair. Choro por dentro, porque dizem que tenho que ser forte. Choro por dentro, porque olho em frente e sigo o caminho de Sorriso no rosto. Choro por dentro, porque sim. Choro por dentro, porque tenho que mostrar a quem precisa de mim, que não fraquejo. Choro por dentro, por não consigo deitar uma lágrima. Choro por dentro, porque vejo as coisas e não posso fazer nada. Choro por dentro, porque anseio alegrias que não chegarão. Choro por dentro, porque não tenho coragem para chorar. Choro por dentro, porque vejo a beleza de uma leve nuvem de fumo, a pairar por cima de minha cabeça. Choro por dentro, e pronto.
Não quero! Não quero chorar mais! Não quero tristezas! Não quero andar pelos cantos a desejar que fosse tudo diferente! Não quero sentir falta de quem não me faz falta! Não quero que digam 'Olha, está a chorar, coitadinha'! Não quero que me julguem! Não quero me odeiem! Não quero que ninguém sinta 'pena' de mim! Não quero sentir medo! Não quero odiar! Não quero detestar! Não quero esperar!
Quero viver! Quero amar! Quero adorar! Quero passar a Sorrir de verdade! Quero afastar todas as tristezas! Quero estar perto das coisas boas! Quero paz! Quero prosperidade! Quero calma! Quero paciência!'
Horas
Data: 08 . Julho . 2007
Título: Horas
São 6.30 da manhã, o sol está a nascer. E eu anseio, calmamente, a chegada do sono, tão desejado. Choro, porque não consigo dormir. Choro, porque espero o sono, que já tarda. Choro, porque esperar pelo sono, dá cabo de mim. Choro, porque não tenho forças para aguentar esta espera. Choro, porque quero descansar. Quero férias! Férias da vida. Férias da falta de sono. Férias desta espera infernal. Férias da Familia, que já não o é. Férias desta novela. Férias das confusões. Férias dos desalentos.
Porque? Porque fazes com que te odeiem e te julguem?
Título: Horas
São 6.30 da manhã, o sol está a nascer. E eu anseio, calmamente, a chegada do sono, tão desejado. Choro, porque não consigo dormir. Choro, porque espero o sono, que já tarda. Choro, porque esperar pelo sono, dá cabo de mim. Choro, porque não tenho forças para aguentar esta espera. Choro, porque quero descansar. Quero férias! Férias da vida. Férias da falta de sono. Férias desta espera infernal. Férias da Familia, que já não o é. Férias desta novela. Férias das confusões. Férias dos desalentos.
Porque? Porque fazes com que te odeiem e te julguem?
Morro.
Data: 06 . Julho . 2007
Título: Morro.
Título: Morro.
Num certo dia, senti minhas forças a abandonarem-me. A minha voz, está muda. Meus olhos, estão pesados. Meus braços, estão a perder toda a agilidade e força. Minhas pernas, estão cada vez mais pesadas, mas ao mesmo tempo tão leves. Meu coração bate pausadamente e a minha respiração está a parar, bem devagar. Cada dia que passa sinto, cada vez mais, o sangue a querer deixar de correr, nas minhas, tão debilitadas e fracas, veias. Agora, finalmente, o meu coração está a dar as suas últimas batidas. Meus pulmões começam a impedir o ar, que quase heroicamente, tenta entrar. O meu cérebro está a adormecer, finalmente. Depois de tanto sofrimento e esforço, consegui morrer. Morro, porque já não suporto ouvir o sangue a correr, euforicamente calmo, pelas minhas frágeis veias. Acabo de morrer, e agora? Será que, agora, sou feliz? Será que alguém fica comigo, até voltar a sentir, novamente, o coração a parar e o sangue a perder a vivacidade com a qual bateu estes 20 anos? Talvez, não!Queres saber, porque me deixo morrer? É porque, aquele que muitos não conhecem, aquele que intitula como 'pai', abusa de mim. Todos os dias da minha vida, em cada capítulo da minha dura vida, maltratou-me. Por ter vergonha de mim, por ter nojo do que faço... desde os meus 13 anos.O que se passou aos meus 13 anos? Abortei pela 1ª vez, minha Mãe levou-me a um sitio nojento, sem condições, sem nenhuma higiene... mas foi ali, que tive a minha 1ª experiência em abortos. Fiz tantos, que já perdi a conta, era mês sim, mês não...
É muito doloroso, lembrar-me de tudo. Agora, deves estar-te a perguntar, porque a minha Mãe não fez nada!? Porque ela levou-me mais 2 ou 3 vezes àquele sítio horrível, e depois matou-se... Já viste? Acontece-me isto tudo, e com 13 anos e meio, a minha Mãe, mata-se! Senti-me no chão, quando cheguei a casa e deparo-me com ela esvaída em sangue, em cima de minha cama... tinha cortes, já antigos nas pernas, nos braços, e até na barriga. Mas desta vez, conseguiu, penso que das outras vezes, não teve forças, e que desta vez, teve forças, até de demais... ainda não consegui perceber como conseguiu cortar-se tanto. Só queria, ter-lhe podido dizer o quando a amava, mesmo quando ela não tinha forças, mesmo quando brigava comigo. Amava-a! Porque, sim! Porque esteve sempre ALI! Amo-te, Mãe!
Enfim, o que consegui perceber, foi que a partir daquele momento, teria de ser eu sozinha, a enfrentar aquele homem.
Agora mesmo, aquela que me está a tirar o meu filho, diz que já não posso mais... e agora? Eu que gostava de ter um filho só meu, um filho para amar, para educar, para acarinhar, para ter em meu alento, para proteger de qualquer mal... e não posso ter esse ser, que é tão importante para mim.Neste momento, estou a ouvir, lá longe, aquela mulher a dizer, num tom de voz tão duro e amargo, que me fez deitar a minha última lágrima... a lágrima que pensei, que já havia secado. Ela dizia, 'Esta já não se safa, já deve ter feito tantos abortos...' Se ela soubesse...
Acabo de morrer numa clínica, estou esvaída em sangue. Sinto as minhas veias vazias. Sinto o sangue, a sair de mim, aos montes. Sinto agora, a última e fraca batida, do meu, já gelado coração. Sinto o meu cérebro a adormecer, FINALMENTE! Sinto o meu último suspiro, já fraco, frio e sem emoção. Neste momento, estou morta! Sim, morta! Finalmente, consegui morrer!
Morro aos 20 anos, vitima de mal tratos, vitima de imensos abortos. Morro, com dor na alma. Morro, com dor na consciência. Morro, sem apoio.Morro, sem o calor da minha cama. Morro, sem ganhar um beijo verdadeiro, com amor. Morro, sem dizer 'Amo-te!', sim porque o 'Amo-te, Mãe!', eu não cheguei a dizer-lhe. Morro, sem ter vivido. Morro, por morrer. Morro, por pensar que não havia saída, quando havia. Morro, de satisfação, por ter morrido. Morro porque, já não aguento mais. Morro porque, tenho que morrer. Morro porque, está na hora. Só quero ir ter àquela Luz! Quero ser Feliz, nesta minha nova caminhada! Quero sentir a brisa do mar a bater levemente, em meu rosto. Quero sentir as gotas da chuva, que desce tão furiosa, mas ao mesmo tempo tão alegre. Quero viver, viver intensamente! Quero escrever a minha própria História! Quero tudo de bom! Quero alegrias suficientes, para esquecer as tristezas. E quero tristezas suficientes, para dar valor ás pequenas alegrias.
Esta história foi feita, numa noite em que o sono estava longe...
domingo, 2 de setembro de 2007
Escreve a tua vida num livro.
Data: 13 . Junho . 2007
Título: Escreve a tua vida num livro.
Título: Escreve a tua vida num livro.
''Porque a vida é cheia de anos! Porque os anos são cheios de meses! Porque os meses são cheios de dias! Porque os dias são cheios de horas! Porque as horas são cheias de minutos! Porque os minutos são cheios de pequenas fracções de segundo! Porque são as pequenas fracções de segundo são cheias de emoção! Porque as emoções marcam uma vida! Porque as emoções marcam cada hora, cada minuto! Porque sem as emoções a vida deixaria de ter graça! Porque as emoções marcaram o Passado! Porque as emoções marcam o Presente! Porque as emoções marcarão o Futuro! Porque a Vida é um livro! Porque o livro tem milhares e milhares de capítulos! Porque cada capitulo é um dia! Porque a cada dia tudo muda! Porque a cada dia tudo fica mais claro e ao mesmo tempo mais escuro! Porque cada capitulo é mais um passo! Porque a cada passo dado, engradesses o Futuro! Porque a cada passo dado, marcas o Presente! Porque a cada passo dado, afastas o Passado! Porque a vida é Importante demais para só dares valor ao Passado ou ao Futuro! Porque a vida só é Importante se tu aproveitares o Presente! Porque um Amigo é mais que um capítulo! Porque um Amigo é aquela pessoa que referes nos agradecimentos, de um livro! Porque os Inimigos são uma linha de um mero capítulo! Visto que a vida se resume a um livro, trata de começar a escreve-lo JÁ! A vida tem milhares e milhares de dias, mas um dia, os dias acabarão por chegar ao fim! Tira imensas fotos, para que não te esqueças dos capítulos mais marcantes! São excelentes recordações, para um dia mais tarde lembrar tudo o que viveste! Aproveita cada capítulo! Faz Agradecimentos! Põe imensas Notas! Tira Fotos! Retrata cada momento! Decora o teu livro como mais gostares, Porque afinal é a tua vida que ali está escrita e relatada! Eu já comecei a escrever o meu, e tu?"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Que achaste dos textos?
Awww... The sky is crying.
Arquivo do blogue
-
▼
2007
(53)
-
▼
setembro
(45)
- Amanhã? Não sei.
- Frase, A Máscara.
- A Pedra
- O Antes e o Depois.
- Uma lágrima nunca, cai em vão.
- Simplesmente, abatida.
- Época De Perguntas.
- O Tempo. A Vida. O Sorriso.
- Escondida
- A Calma.
- Frase, Sorrisos.
- A dor, persiste.'
- Idade da inocência, Alento, Vontade, Amizade. Talv...
- Vida injusta? Talvez.
- Há dias.
- Frase, Saudade.
- E agora?
- Frase, Ás vezes.
- Frase, Onde.
- Nem sempre.
- Quis, mas não pude.
- O Sentimento, que mudou.
- Frase, Medos.
- Frase, Tombos.
- Marionetas.
- Nada mais.
- Frase, Ódio.
- Vivendo e Sorrindo.
- A Tesoura.
- Esperando ela.
- O sentimento.
- I hate.
- O que vai no coração.
- Adeus.
- Oferece-me tudo e morre.
- Toda a sua força.
- Apenas uma conversa.
- Amo'te Amora.
- Tudo errado
- O triste vazio
- Porquê?
- Choro por dentro.
- Horas
- Morro.
- Escreve a tua vida num livro.
-
▼
setembro
(45)