Data: 10 . Agosto . 2007
O meu corpo, aleija-se. A minha alma, queixa-se. O sofrimento, aumenta com desespero. A vida torna-se frágil. O sentimento, muda. A dor, continua, mas sente-se que luta para se tornar leve. A alegria, pondera na hipótese de voltar. A tristeza, entregou as suas forças à Esperança. A coragem, preparou-se para enfrentar os seus medos. A calma, substituiu, com mérito, o desespero. As palavras, perderam a sua voz e tornaram-se insignificantes. Os actos, tornaram-se escassos, e magoaram alguém. Esse alguém? Uma das minhas personagens. O desejo de vingança e o sentimento de ódio, tornaram-se num só objectivo. Eliminar as recordações boas, e deixar as más. Acabar com o sentimento de perdão, e acordar o sentimento de culpa. Exterminar com o pudor das lágrimas, e passar a lhes dar valor. Valorizar o sorriso. A vida, renasce a cada queda. O passado torna-se maior, a cada passo. O futuro diminui com o passar dos dias. Vontade, mudou. A pele está fria. O coração, bate com a vivacidade de amanhã. Os sonhos, não passam disso. A dor enterra-se. Sim, enterra-se. Eu enterrei-a. Com lágrimas, sorrisos, olhos mais abertos, vivacidade surpreendente. Ela fica enterrada. Separei-me da dor. Não a quero mais. Fartei dela. Ela só me faz mal. Ela só me magoa. A solidão, aliou-se a ela. Porque? Outrora, a solidão era um refugio da dor. Hoje, solidão é sinónimo de dor. Dor. Dor. Dor. Maldita dor que me persegue. Não a quero. Renuncio a dor, o desespero. Quero vida. Quero alegria. Quero sorrisos. Quero amizade, que valha mais que amor. Quero a vida. Vida. Vida. Vida. A vida que me maltratou. Quero-a de volta. E tu, perguntaste, 'porque, quer ela a vida, se esta a maltratou?'. Simples. Quero viver e não morrer. Quero sorrir e não chorar. Quero paciência e não desespero. Quero ter recordações boas e não péssimas. Quero ter sonhos e não pesadelos. Quero ser feliz. Nada mais.
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