E sonhei.
E chorei.
E pensei.
E ao concluir, sorri.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sentido a Falta de quem Realmente Importa.

Data: 30 . Outubro . 2007

Sentido saudades daqueles que realmente importam. Os sorrisos. As falas. As discussões. Tudo me faz falta. Todas as conversas parecem estar esquecidas. As amizades importantes parecem estão a cair no esquecimento. A distância está a sofucar. As saudades apertam a cada minuto, a cada hora, a cada dia que passa. Tudo o que movia as águas, parece ter adormecido. As nuvens estão desaparecidas. A tempestade está a avançar. A calma entrou em coma. As lágrimas acordaram. A vida anda injusta. A falta magoa. Será que a amizade é assim tão grande e forte que ultrapassa a distância e a falta de contacto?
Sentindo a Falta de quem realmente importa.

sábado, 13 de outubro de 2007

Prova de Amor?

Data: 13 . Outubro . 2007
Ela sente a falta. Ele quer alento. Ela deseja dormir, mas não consegue. Ele deseja morrer. Ela anseia pela calma que teima em não chegar. Ele sentindo-se mal por não conseguir oferecer a sua calma a ela. Pega numa faca. Ela fica assustada ao vê-lo com a faca na mão. Ele aponta a faca para os pulsos dela, e diz:
- Toma. Corta os teus pulsos. Quando os cortares vais sentir um misto de coisas.
- E são coisas boas? -- Pergunta ela, ao agarrar a faca.
- São. Muito boas até. -- Responde ele, ao entregar a faca.
- Eu quero, mas tenho medo...
- Não tenhas medo. É a solução dos teus problemas. Corta-te. Mas, corta-te devagar. Vais sentir a calma que tanto esperas.
- Vou? Tens a certeza?
- Vais. Tenho. Vá corta-te. Vais conseguir dormir. Vais sonhar. Vais te sentir leve. Corta.
- Vou conseguir dormir? Mesmo? -- Coloca a faca junto ao pulso.
- Vais. Agora, corta o pulso. Corta bem fundo.
Ela faz pressão na pele, mas não consegue cortar. Sente-se demasiado fraca para o fazer. Ela anseia dormir. Quer fazê-lo. Porém, algo lhe diz o contrário. Algo lhe diz que aquela não é a solução que ela procura.
- Desculpa. Não vou fazê-lo. -- Remata ela de lágrimas nos olhos.
- Não o fazes? Porquê? Não te sentes preparada? Ou não tens coragem de resolver os teus problemas? -- Ele fica desesperado. Pensava que seria nessa noite, que morreriam os dois. Queria apenas dar-lhe uma vida melhor. Pensava que a vida após a morte era fantástica.
- Não o faço! Não me pressiones. Não, não me sinto preparada. Eu quero resolvê-los, sim. Mas, não é dessa forma. Quero enfrentá-los, não fugir deles.
- Fugir deles? Mas, tu não vais fugir deles. Vais viver uma nova vida. Uma vida melhor. Vais ser verdadeiramente feliz. Corta-os. Faz isso por mim.
- Desculpa. Não consigo. É demasiado pesada esta forma de resolver os problemas. Perdoa-me.
- Como queres que te perdoe se tu não queres ser feliz? Achas demasiado pesada esta forma? Então como queres ser feliz?
- Porque tornas tudo tão simples quando não o é?
- Porque é simples! Corta-os. Faz isso por aquilo que nos une.
- Aquilo que nos une? AQUILO? Não o sabes descrever? Ou não consegues?
- Sei descrever sim. Mas, é forte demais. É tão duro e suave. É tão pesado e leve. É tão triste e alegre. É tão grande que não dá para descrever. Devias entender isso.
- Devia? Como? Como, se tu queres que eu corte os pulsos? Explica-me.
- Corta-os. Corta-os e perceberás. Neste quarto, ficará marcado o nosso Amor. Aquilo que sentimos. Nosso sangue ficará unido nesta cama. Nossas almas ficarão juntas para a eternidade.
- Mas, não sei se quero ficar ligada a ti para a eternidade.
Ouviu-se o coração dele a partir-se quando ela terminou esta tão dolorosa frase.
- Porque me matas desta maneira? Porque és tão cruel? Tudo o que vivemos não conta?
- Conta.
- Então? És tão importante para mim... e matas-me desta maneira.
- Faço-o porque tem de ser. Perdoa-me.
- Tem de ser?
- Sim.
- Amo-te. Será que isso não basta?
- Infelizmente não.
- Tu já não és aquela que conheci. Tu já não és aquela em quem confiava. Mudaste. Porquê?
- Todos nós mudamos. É o ciclo da vida. Eu nasci. Vivo. E daqui a muito tempo é que irei morrer.
Ele sente-se traído e magoado. Ela já esperava aquele momento. Mas mesmo assim, estava a deixa-la de rastos.
Uns meses depois daquela noite, reencontraram-se. Falaram. Esclareceram as coisas. Perceberam que ainda se amavam. E que o tempo que estiveram separados, fora demasiado doloroso.
3 Semanas depois. Num jornal a notícia de primeira página era alegre mas triste. Era pesada mas leve. Era dura mas suave. 'Casal encontrado morto, num apartamento.'
'Eles tinha cortes profundos nos pulsos. Pensasse que fosse para sentir a dor. Há quem diga que fosse uma prova de amor. Mas, que prova de amor é esta? Uma prova não deve tirar a vida!'
Em cima da cama havia um bilhete.
'Eu chamo-me Amor. Tive um outro nome, mas há 10 anos que ela me chamava de 'Amor'. Ela queria dormir e não conseguia. A única solução que tivemos foi morrer. Morremos porque acreditamos que seremos felizes. Nesta cama será simbolizado o nosso AMOR. Nosso sangue estará unido no nosso mundo. Nossas almas ficarão juntas para a eternidade. Só nós percebemos estas palavras. Nós vivemos com elas durante uma década. Nós sabemos o que é o amor. O símbolo dele está neste apartamento. Cada canto, cada pedaço, cada palavra proferida, cada gesto, cada momento... será apenas nosso. Queremos dizer ao mundo, que existe mais que uma solução. Nós escolhemos a que parece mais fácil. A morte. Sabemos que existem outras, mas esta é a mais correta. Sabemos que muitos nos irão julgar. Mas o nosso AMOR ultrapassa tudo. Ultrapassamos os maiores espinhos da vida. E agora, estamos preparados para enfrentar os espinhos da vida que há para além da morte.
Nos amamos e hoje sabemos que isso basta!'

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Preciso que todos os maus sentimentos morram.

Data: 09 . Outubro. 2007
Sentindo a dor a entrar lentamente.
Sentindo a calma a querer adormecer rapidamente.
Sentindo a falta de alento.
Talvez a dor seja forte demais. A calma quer dormir. O alento está a morrer. E agora? Como luto para a dor não entrar?
Não quero sentir novamente o sangue a parar. Não consigo. Preciso de coragem. Preciso que todos os maus sentimentos morram. Mas como quero tentar matar algo que logo à partida não posso tocar?
A vida tenta roubar-me a força e o sorriso. Talvez o consiga.
Tentando lutar contra os espinhos que me matam a cada palavra.

Que achaste dos textos?


Awww... The sky is crying.