E sonhei.
E chorei.
E pensei.
E ao concluir, sorri.


domingo, 20 de abril de 2008

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Quando a porta se abre,
Tudo pode acontecer.
As cortinas podem estar abertas.
E o mundo pode estar ás avessas.

O que se pode encontrar
Com o simples
Acto de abrir uma porta?

Palavras perdidas.
Frases derramadas.
Gargantas derrotadas.
Folhas rasgadas.

A janela aberta deixa o vento entrar.
Vento que faz rodopiar os cabelos e tudo o resto.
Tudo se move ao ritmo do vento...

segunda-feira, 14 de abril de 2008


terça-feira, 8 de abril de 2008

Tudo muda...

Hoje, para mim, tudo é incorrecto. O tempo passou, mas a ferida não sara. O medo está sempre presente. A solidão acompanha-me para todo o lado, é uma boa amiga. Ela apenas ouve, não diz nada mas sei que me compreende. E tenho medo de tanta compreensão. Não me quero entregar a ela, mas parece que já o fiz.
O vento eleva-me os cabelos. O corpo sente mas parece ignorar o frio. Este meu refugio começa a perder o sentido. Há uns tempos era tudo e agora é nada. Quero encontrar um novo lugar, um novo espaço. Mas nenhum parece ter as condições que este tem. Este é livre, fresco e inspirador.
Quero libertar-me dos meus fantasmas. Eles sufocam-me. Já não sou a mesma. Não me reconheço. A Natureza tornou-se inconstante. Sou como a terra que é espezinhada e ignorada por todos. Os aromas perderam-se. A vista já me falha, por isso olho para o vazio.
Não sei o que estas palavras podem significar, mas penso que será um adeus. Talvez por momentos, talvez para sempre. Apenas o tempo e as feridas o dirão. Adeus, porque a vida perdeu o sentido. E também eu perdi o sentido da vida. Antes ela era essencial, agora é tempo perdido. Tudo me falta. Nada me consola. Não tenho nada. Estou rodeada de medos. As janelas estão fechadas, trancadas e perdidas. Os dedos perdem a agilidade com o passar do tempo. Oiço mentiras e verdades iludidas.
Sei que tudo muda. Pois tudo mudou.

Que achaste dos textos?


Awww... The sky is crying.