E sonhei.
E chorei.
E pensei.
E ao concluir, sorri.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

De que valem as palavras, se nada muda?

Data: 21 . Dezembro . 2007

Sinto tudo a cair. Falta-me a calma. As lágrimas caem sem cessar. Existe tanta mágoa, tanta dor em mim que me dói sentir as lágrimas. Falta-me a alegria. Sinto que fui deixada aqui, perdida. Muitos não me compreendem. Outros, nem se apercebem de como me sinto. Não tenho ninguém para falar. Aqueles que julgava que estaria sempre presentes... nunca mais os vi, ou sequer falei. Estarei a ser mesquinha? Detesto esta mudança psicológica. Um misto de emoções e sentimentos, dá cabo de mim. Sinto falta de algo que, talvez, nunca tenha existido. As palavras teimam em não querer fazer sentido. O desespero torna-se incontrolável. Os sentimentos não têm nexo. Momentos, que hoje não passam de pequenos instantes. Faziam sentido, em tempos passados. As palavras que saem, não passam de sons proferidos em alguns instantes. Sentido? Não têm. O tempo que escasseia, não volta atrás. Voltas que acabam sempre no mesmo local. Caminhos que nunca nos levam a lugar algum. Portas que nunca se abrem. Janelas que estão sempre cerradas. Chaves que nunca abrem nada. De que vale, pensarmos que temos tudo... quando na realidade, não temos nada? Sinto-me sozinha, abandonada, perdida e desesperada. E agora? De que valem estas palavras, se nada muda?

Sonhos trocados.

Data: 13 . Dezembro . 2007

''Sonhos trocados, traídos, perdidos, roubados. Sonhos que nunca foram sonhados. Sentimentos que chamam. Palavras que calam. Calma que desespera. Lágrimas quentes que correm o rosto entristecido. Mudanças cruéis. Valerá tudo a pena? Deitar tudo fora é solução? Diferenças que estão sempre bem vincadas. Sonhos que deram lugar a pesadelos. Sentimentos que trocam sentimentos. Coisas inexplicáveis que constantemente marcam e doem. Palavras, apenas palavras. Lágrimas que não passam de pequenas gotas de água a cair. Atribuir nomes, definições a coisas que não são classificáveis... será necessário? Alguém notará? Agora, pergunto-me, ''Todos passam por esta mudança fria?''. As minhas palavras saem frias e pálidas. Os sentimentos congelaram. As lágrimas querem correr, mas eu não deixo. Pressinto que se estas caírem estarei a mostrar algo que tenho receio que exista. Não quero ser uma pessoa fria, sem sentimentos... porém, não consigo ter outro pensamento. Estes dias, têm custado a passar. Soube de coisas que nunca pensei vir a saber. Pessoas que se tornaram quase insignificantes, a meus olhos. Serão estes pensamentos uma fase, ou ficarei com eles durante toda a vida? Sinto falta de amigos verdadeiros e presentes. Sinto que aquelas amizades que julgava verdadeiras ou apenas mais importantes, estão a ficar menos fortes e acolhedoras. Tamanhas amizades, confianças, não se esgotam assim tão rápido. Mas, nunca se sabe. Penso que há coisas que não devia falar sobre algumas coisas em meus textos, pois são coisas só minhas. São frustrações, desilusões, desalentos e alguns desamores. Tudo muda, e cada vez tenho mais a certeza disso. Tudo volta a mudar? Com certeza que sim...''

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Algo mudou.

A fonte secou. A coragem perdeu-se. Há muito que só escrevo textos diferentes. Há coisas que gostaria de poder falar, mas não posso nem consigo. A dor penetrou tanto que conseguiu entrar. Existem coisas que deixaram de fazer sentido. Algo mudou. E não sei o que foi. Gostava de saber. As lágrimas querem cair mas não conseguem. O que mudou? Não sei. Mas sei que virou tudo de pernas para o ar. As cores perderam o sentido. As flores deixaram de ser giras e queridas. Sinto o mundo a querer desabar. Antes pensava que o mundo era cor-de-rosa, agora sei que tem mais cores o preto e o branco. Não sei se criei uma especie de protecção, mas agora não deixo ninguém entrar em lugares só meus. As discussões magoam cada vez mais. Pena que não se apercebam disso. O que fazia sentido, agora não faz. Ás vezes custa tentar adormecer e não conseguir. Outras, custa tentar chorar e não deitar uma única lágrima. Há páginas da nossa vida que não podemos mostrar a ninguém. Eu tenho muitas dessas. Lamento tê-las, mas tenho. Por vezes, nem me reconheço. Dou por mim a tentar ser alguém que não sou; alegre; cheia de vida e com coragem para seguir em frente. Não sou assim. Pressinto que sou uma pessoa totalmente diferente. Não existem palavras para descrever tais sentimentos, culpas, ódios, medos que estão meio esquecidos. Será que consigo descrever tal ser? Duvido que consiga. Os sentimentos andam arquivados e bem guardados. Acho que nem eu sei que os tenho ou que os sinto. A imaginação e a inspiração andam guardadas, perdidas, esquecidas... A vida muda. Sei que sou apenas uma adolescente, mas há coisas que doem. Há coisas que marcam. Há coisas que ficam na história de uma memória perdida e esquecida. Apenas uma adolescente problemática? Não sei.

Que achaste dos textos?


Awww... The sky is crying.