Data: 01 . Agosto . 2007
Tu, que sempre gostaste de ter o Sorriso, bem marcado, no rosto. Tu, que sempre detestas-te um falso sorriso. Tu, que me roubaste o verdadeiro sorriso. Tu, que me maltrataste. Tu, que me matas. Tu, que me pões em sofrimento. Tu, que fizeste com que o sentimento muda-se. Tu, que sem pudor, arrancaste tudo o tinha. Tu, que me pediste perdão tarde demais. Tu, que me roubaste o Alento. Tu, que estragaste a minha vida. Tu, que despedaçaste a minha Alma. Tu, que me tiraste a vontade. Tu, que me sugaste a vontade. Tu, que me matas a cada instante. Tu, que me sufocas com tuas lamentações. Tu, que me desiludes cada vez mais, a cada dia que passa. Tu, minha dor, me matas aos poucos. Tu, minha dor, tiraste-te a vida. Tu, minha dor, que não vives sem mim. Diz-me, minha dor, como viverás, quando morrer? Irei seguir a tua Alma, esteja onde estiver, estarei lá, sempre presente – respondeu a dor. E agora, que faço? Deixo-me morrer, ou tento uma nova vida? Como tentarei uma nova vida, se me faltam as forças e o Alento? Como? Como ponho um sorriso no rosto, e sigo em frente de queixo levantado. Se, só me apetece olhar para o chão e chorar...? Como? Não sei. Talvez, conseguirei reunir as forças. Talvez. Com esta mão. Com esta mão, escrevo. Com esta mão, limpo a lágrima que cai neste momento. Com esta mão, exponho os meus sentimentos. Com esta mão, tentei agarrar a vida. Com esta mão, que já perdeu a vivacidade com que escreveu, outrora. Com esta mão, segurei o sofrido coração. Com as minhas mãos, limpo as lágrimas que caem diariamente. Com as minhas mãos, peguei no meu livro de memórias, e joguei no fogo. Com estas mãos, pego, como nunca peguei, em cadernos e cadernos cheios de pequenas recordações de um período difícil. Com estas mãos, que testemunharam, como ninguém, aquilo que me ia na Alma, todos os dias do meu sofrimento. Já adorei, e detestei. Já sorri, e chorei. Já ouvi, e calei. Já falei, sem ser ouvida. Já gritei, e ninguém ouviu. Já perdi o sangue, sem morrer. Ou será que morri? Talvez não.
Sinto-me triste. Sinto-me no chão. Sinto-me sozinha. Sinto-me desiludida. Sinto-me mal. Quero a morte. Que venha ela, sem pudor. Eu estarei, aqui á espera dela, com uma vela acesa, para me encontrar.
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