E sonhei.
E chorei.
E pensei.
E ao concluir, sorri.


terça-feira, 4 de setembro de 2007

Adeus.

Data: 26 . Julho . 2007
Título: Adeus.
Preciso de um banho. Preciso de tirar os teus vestígios de mim. Ainda sinto a tua mão a descer pelo meu corpo. Nem sei como pudeste fazer aquilo. Como tiveste a coragem de o fazer sem um pingo de pudor? Tenho vergonha de ti. Tenho vergonha de mim. Tenho vergonha de tudo aquilo que um dia poderias vir a representar. És doentio. Metes-me nojo! Cheiras a maldade. A tua vaidade, pelo que fizeste, mata-me. Como pudeste? Conseguiste! Porque? Porque o fizeste? Por gozo? Ou porque te apeteceu? Tinhas imensa vontade de o fazer, era? Conseguiste que eu sentisse NOJO de mim mesma. Satisfeito? Saciaste-te? Ainda penso que pode ter sido um HORRÍVEL pesadelo. Mas, sempre que te vejo nas minhas fotografias, nas minhas memórias, pondero e pressinto que não foi um simples pesadelo. Sei que foi realidade. Tu magoaste-me como ninguém me conseguiu magoar. Entro em meu quarto e lembro-me. Lembro-me de tudo o que de bom passamos, naquela cama. Lembro-me de acordar e ver-te dormir. Lembro-me de te sentir. Lembro-me dos abraços. Lembro-me das juras que me fazias, que afinal não passavam de maneiras de me manipular. Lembro-me de chorar a tua ausência. Lembro-me de querer morrer nela, sempre que nos chateamos. Lembro-me de quando te esqueceste do dia dos meus anos. Lembro-me de tudo o que te esqueceste. Lembro-me dos maus momentos tão bem como me lembro dos bons. Tiraste-me a dignidade. Tiraste-me a liberdade. Tiraste-me a alegria. Tiraste-me a vida. Tiraste-me tudo. Tiraste-me o que tinha de mais precioso, a vontade de viver. Queria que morresses, por tudo o que me fizeste passar. Quero nos chateamos. Lembro-me de quando te esqueceste do dia dos meus anos. Lembro-me de tudo o que te esqueceste. Lembro-me dos maus momentos tão bem como me lembro dos bons. Tiraste-me a dignidade. Tiraste-me a liberdade. Tiraste-me a alegria. Tiraste-me a vida. Tiraste-me tudo. Tiraste-me o que tinha de mais precioso, a vontade de viver. Queria que morresses, por tudo o que me fizeste passar. Quero que MORRAS. Morre! Morre, por tudo o que fizeste! Morre, para não voltares a fazer o que fizeste. Morre, para não fazeres sofrer mais ninguém. Morre, para não voltares a iludir mais ninguém. Morre, com pudor. Morre, porque tens que morrer. Porque o fizeste? Porque me seguiste? Porque abusaste de mim? Porque o fizeste sem eu querer? Porque foste tão bruto? Não tinhas o direito. Eu Gostava de Ti. Sim, só gostava. Não era 'Amor' o que sentia. Tu nunca valeste um simples 'Amo-te'. Agora, percebo porque nunca consegui dizer 'Amo-te'. Tu não prestas. Metes-me nojo. Desejo que morras. Desejo que morras com uma faca enfiada bem no coração, quando estiveres no auge da vida. Desejo que te sintas bem no chão e que todos te pisem o mais que possam. Tu mereces isso e tudo o que de mais Ruim existir. Hoje, finalmente, sinto que sou capaz de dizer... 'ODEIO-TE!'. Sim, hoje odeio-te com todas a minhas forças. As tais forças que não tive para dizer 'Amo-te', tenho agora para dizer 'Odeio-te'. Eu vou seguir em frente. Vou caminhar na estrada da vida. Estou a ver um grande túnel. E lá, bem no fundo, tenho meus Amigos. Estão lá na tão trémula Luz. Tu morres, eu renasço. Conseguiste arrancar-me a Alma. Mas, ela voltou para mim. Agora, o teu sorriso cínico, já não o podes fazer. Eu acabei de ter cortar os músculos do riso. Agora sim. Agora sinto-me bem. Agora. E tu MORRESTE! Morreste naquela cama ensopada em sangue. O teu sangue. Neste momento, o som da escuridão enlouquece-te. A mim, alivia-me. A Luz desespera-te. A mesma Luz, guia-me. Vou, finalmente, viver. Adeus.

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Awww... The sky is crying.